24 Horas de Le Mans | Audi ganha no sufoco

Audi supera Peugeot por pouco em fantástico duelo travado em Le Mans

Sábado, 25 de Junho de 2011

Reuters Pictures

Fässler, Lotterer e Tréluyer, os mais novos vencedores, vibram em cima do novo Audi R18

Lucas Giavoni

A 79ª edição das 24 Horas de Le Mans já está para sempre marcada como uma das mais fantásticas da história. O Audi R18 #2 conduzido por Marcel Fässler / André Lotterer / Benoît Tréluyer ganhou do Peugeot 908 #9 do trio Pedro Lamy / Sébastien Bourdais / Simon Pagenaud por apenas 13,8s na bandeirada, a 4ª mais apertada final de todos os tempos. Foi uma acirrada guerra com 32 mudanças de liderança entre as marcas, reforçada pelo drama dos gravíssimos acidentes sofridos pelos Audi #1 e #3. Nas outras categorias, vitória para um Zytech-Nissan na categoria P2 e domínio dos Corvette nas duas GT, agora divididas em Professional e Amateur.

Diante de um público recorde de 249.500 espectadores, travou-se o quinto e mais espetacular duelo entre Audi e Peugeot. Defensora do título, a marca das quatro argolas levou para a frança três novíssimos R18 TDi V6 turbodiesel, quinta geração de protótipos da marca, que abandonou o conceito de carroceria aberta usado pelos vitoriosos R8, R10 e R15+, para usar a configuração fechada do rival. Do outro lado do ringue, a marca do leão levou três de seus já consagrados modelos 908 V8 turbodiesel atualizados, e havia ainda um quarto carro, ano 2010, nas mãos da equipe Oreca, que surpreendeu a todos com vitória nas 12 Horas de Sebring.

O R18, que fez os melhores tempos nos treinos, logo revelou-se ligeiramente mais rápido em tempo de volta na corrida, mas os Peugeot eram melhores de reta – difíceis de serem ultrapassados – e também mais econômicos, fazendo pelo menos uma volta a mais antes de procurar os boxes. Vale lembrar que um giro em La Sarthe tem 13 quilômetros e é feito em aproximadamente três minutos e meio. Era realmente impossível prever qual das configurações sairia vencedora. Coube ao avançar do relógio responder a esta inquietante e fundamental pergunta.

Terror e milagre na Audi

Largada e 1ª volta da corrida, com a rodada do Aston #007

Benoît Tréluyer, que marcou a pole com Audi #2, pegou o 1º turno e se manteve à frente na largada - dada por Jean Todt, atual presidente da FIA -, seguido pelo #1, com o campeão Timo Bernhard. Allan McNish, no #3, conseguiu ultrapassar o Peugeot #8, de Franck Montagny, na 7ª volta. O #9 de Sébastien Bourdais e o #7 de Alexander Wurz vinham em seguida, assim como o #10 da equipe Oreca, conduzido por Nicolas Lapierre. Desde os primeiros minutos, ficou claro que a luta pela vitória ficaria restrita a estes sete candidatos, sem dar chances aos rivais com motor a gasolina.

No pelotão intermediário, o novo protótipo Aston Martin AMR-One #007 rodou em uma das chicanes da Mulsanne e três voltas depois abandonaria com problemas no motor, mesmo destino do #009. Os dois primeiros abandonos seriam da equipe, que tinha entre seus pilotos o ex-F1 Christian Klien e o ex-Cart Adrián Fernandez.

O próximo abandono ocorreu na 15ª volta, aos 43 minutos de prova. Foi de um dos sete pretendentes à vitória - e de modo terrivelmente assustador. A bordo do Audi #3, Allan McNish tentou na Dunlop Chicane uma ultrapassagem ousada pelo #1, que tinha uma Ferrari GT bem lenta à sua frente, pilotada por Anthony Beltoise, filho do conhecido ex-F1 Jean-Pierre. A lacuna era estreita, e a trajetória comprometida do retardatário #58 fez com que os dois carros se chocassem.

O assustador acidente com o Audi #3 de Allan McNish, em que ninguém saiu ferido

McNish, deslizando pela terra, deu uma fortíssima batida na barreira com pneus, voou no próprio eixo e parou capotado. Foi simplesmente um milagre o carro ter feito uma pirueta e não ter caído em cima das nove pessoas que estavam atrás do rail, a maioria jornalistas. McNish saiu andando e seria liberado pelos médicos em seguida. A Ferrari #58 ficou danificada, mas voltou à pista.

A direção de prova lançou os três Safety Cars que ditaram o ritmo até que fiscais pudessem liberar a pista, no começo da terceira hora de corrida. Os rápidos Audi e os econômicos Peugeot, principalmente os carros #1, #2, e #7, começaram a se alternar na liderança com as paradas nos boxes, que nas regras deste ano ficaram mais demoradas, pois agora apenas dois mecânicos podem trocar pneus, procedimento que só realizado depois do reabastecimento. Os franceses #8 e #9 também seguiam na mesma volta, bem como o #10 privado da Oreca.

A apenas 20 minutos da oitava hora de corrida, correspondente a um terço da prova, 6 carros ainda permaneciam na mesma volta, marcando os passos uns dos outros. Até que a Audi, que mal se recuperara da batida de McNish, sofre mais uma violentíssima baixa na estreita, porém longa, reta que separa as curvas Mulsanne e Indianapolis.

O acidente do Audi #1 provocou a maior bandeira amarela da história de Le Mans

O #1, com Mike Rockenfeller ao volante, foi passar uma Ferrari GT #71, também bem mais lenta, que apertou o corredor de ultrapassagem. Mike colocou uma roda na grama e saiu da pista certamente além dos 300 km/h. O impacto fez com que jornalistas que viram os destroços no breu da madrugada francesa descrevessem o R18 como “irreconhecível”.

Desta vez, o período sob bandeira amarela superou todos os recordes de duração da longa História de Le Mans. Demorou nada menos que 3h38min para a pista ser totalmente liberada. Para se ter uma ideia, levou tanto tempo que os três Safety Car que conduziam o ritmo precisaram reabastecer. Rockenfeller, apesar de OK, ficou no hospital em observação – um outro milagre dada a força da batida e o estado que o carro ficou.

Pilotos jogaram-se na madrugada francesa e na 11ª hora o Peugeot da Oreca se atrasou com um acidente na chicane Playstation, quando Loïc Duval foi surpreendido por detritos na pista. O carro caiu para 8º lugar, após 14 minutos de boxes para consertos, dando adeus às chances de vitória, que agora eram disputadas pela trinca de fábrica da Peugeot e o Audi sobrevivente.

Restrição tática e drama nas horas finais

Cercado de Peugeot por todos os lados, pilotos do Audi #2 tiveram coragem para acelerar

Os acidentes reduziram as opções as opções táticas da Audi a apenas uma: contra o crescimento dos Peugeot #7 e #9 durante a madrugada, a ordem era mandar o #2 acelerar como se não houvesse amanhã. Era simplesmente puxar ao máximo o ritmo e confiar na durabilidade do novo carro, bem como na concentração dos pilotos, exigidos como se em ritmo de qualificação por várias e várias voltas.

As mudanças de liderança proporcionadas por esse trio tornou-se frenética, até um erro de Alex Wurz atrasar o carro #7. Nos primeiros raios de sol, Benoît Treluyer chegou a ultrapassar Sébastien Bourdais na pista, depois de conter o assédio do #8 que já estava uma volta atrás. O Audi passou a “encontrar” várias vezes os Peugeot na pista e a ultrapassagens de Treluyer envolveram muita coragem, pois tinha tudo a perder.

Wurz bateu o Peugeot #7 e ficou fora do podium ao perder 4 voltas em conserto

Faltando pouco menos de três horas para o fim da prova, os carros líderes agora tinham ao volante André Lotterer contra Simon Pagenaud, ambos para o turno final. Começou a chover, com alguns carros como a Lola-Aston Martin de Vanina Ickx – filha do mítico Jacky – rodou, e o Oreca #10 saiu da pista, colidindo com a barreira da curva Arnage.

A situação favorecia totalmente à Peugeot, que teve a chance de chamar o #7 para tirar os slicks, enquanto o #9 continuou a perseguir o Audi #1. Os dois carros diminuíram muito o ritmo, com objetivo principal de simplesmente manter-se na pista. Para a sorte do time do Dr. Ullrich, a água logo cessou e a aposta de manter-se na pista foi a correta.

A 40 minutos do fim, os líderes entraram juntos para o derradeiro pit. Para tentar sair na frente, a Peugeot não trocou os pneus do carro #9, mas o Audi ainda conseguiu sair na frente. A perseguição durou até o baixar da quadriculada. Após 355 voltas e 4838 km percorridos, Lotterer superou Pagenaud por apenas 13,854s. Foi a 4ª mais apertada final da corrida, perdendo apenas para as edições de 1934, 1969 e 1966, com a polêmica chegada conjunta dos Ford GT40.

última volta, bandeirada e a comemoração da mais dramática vitória da Audi em La Sarthe

O Peugeot #8 completou o podium com atraso de duas voltas, com o #7 em 4º lugar, 4 giros atrás. O Oreca #10 recuperou a 5ª posição com o acidente sofrido por Emmanuel Collard no Pescarolo #16, que vinha sendo o melhor carro a gasolina, no momento em que estava chovendo. Com isso, o Lola-Toyota #12 da Rebellion Racing, que chegou em 6º, foi o melhor após os imbatíveis turbodiesel. Um dos pilotos do carro era Nicolas Prost, filho do tetracampeão Alain Prost, que chegou a ser escalado como reserva do time WM Peugeot na edição de 1979, mas acabou não correndo.

Depois do trauma dos acidentes dos carros #3 e #1, alívio e felicidade nos boxes da Audi, que conquistou Le Mans pela 10ª vez em 12 anos. A marca agora é isoladamente a 2ª mais vencedora, deixando para trás a Ferrari, com 9 taças (não ganha desde 1965), já mirando na Porsche, com 16 triunfos – o último deles em 1998.

P2 e GTs

Greaves Motorsport

A categoria Prótótipo 2 foi vencida pelo Zytek-Nissan #41 da Greaves Motorsport, 8º geral

Na categoria Protótipo 2, com carros mais baratos, leves e com menos potência, a vitória ficou com o Zytek-Nissan #41 da Greaves Motorsport, com o trio Tom Kimber-Smith / Olivier Lombard / Karim Ojjeh – este último, saudita irmão mais novo de Mansour Ojjeh, um dos acionistas da McLaren. Foi a primeira conquista da equipe, bem como dos pilotos, que receberam a bandeirada no 8º lugar geral com 326 voltas completadas, 6 à frente do Oreca-Nissan #26 do trio Soheil Ayari / Franck Mailleux / Lucas Ordoñez e 7 à frente da Lola-Honda #33 fechada de Scott Tucker / Christophe Bouchut / João Barbosa.

O carro que marcou a pole e era considerado favorito, Honda Arx 01D #42 da Strakka Racing, abandonou com 142 voltas completadas, na metade da corrida, com motor estourado. Outro forte concorrente, o Oreca-Nissan #48, que liderou boa parte da madrugada, saiu da pista ao amanhecer e teve que abandonar.

Corvette Racing

Só deu Corvette na categoria GT: na Professional, venceu o #73 da equipe oficial...

Neste ano, a categoria GT mudou. Os regulamentos da cara e pouco procurada GT1 foram abandonados em favor de um regulamento único com “95% de aproveitamento” da GT2, como afirma a ACO, organizadora da prova. Com carros iguais, a divisão ficou por conta do nível dos pilotos, que ficaram distribuídas em Professional, para pilotos com comprovada atuação, e Amateur, para os chamados gentlemen drivers, que podiam contar com apenas um piloto profissional por carro.

E nas duas categorias, só deu Corvette. Na Professional, vitória para o carro #73 da equipe oficial, dos pilotos Olivier Beretta / Tommy Milner / Antonio García – 314 voltas, 11º lugar geral. A Ferrari #51 da AF Corse, de Giancarlo Fisichella / Gianmaria Bruni / Toni Vilander chegou em 2º, na mesma volta e teria vencido, caso não tivesse sofrido com alguns problemas mecânicos.

A BMW M3 #56 da equipe oficial, com Andy Priaulx / Dirk Müller / Joey Hand chegou em 3º, uma volta atrás. O carro que mais liderou a categoria não completou a prova: o Corvette #74, dirigido pelo conhecido Jan Magnussen, sofreu um estranho acidente na 15ª hora de prova, no trecho das duas chicanes finais, provavelmente ocasionado por uma falha na suspensão ou por um pneu furado.

Endurance Info

...e na Amateur, dos pilotos cavalheiros, ganhou o #50 da francesa Larbre Compétition

E um Corvette também ganhou na categoria Amateur. Foi o #50 da francesa Larbre Compétition, dos pilotos Patrick Bornhauser / Julien Canal / Gabriele Gardel. Com 302 voltas realizadas e o 20º lugar geral, eles chegaram uma volta à frente do Porsche #70 de Christophe Bourret / Pascal Gibon / Jean-Philippe Belloc, da mesma equipe. O 3º lugar ficou com o Ford GT da equipe de David e Andrea Robertson, que dividiram o volante com David Murry. Os norte-americanos fizeram 285 voltas.

Participação brasileira

O Brasil foi representado por três pilotos na edição 2011 de Le Mans. O único a completar a prova foi o experiente Thomas Erdos, que dividiu o Honda Arx #36 da categoria P2 com Mike Newton e Ben Collins. O trio fez 314 voltas e ficou em 4º lugar na categoria, e 12º no geral. Jaime Melo, na nova Ferrari 458 #59 da Luxury Racing, abandonou a corrida na 15ª hora com o motor quebrado. E Augusto Farfus, integrante da equipe oficial da BMW, também foi obrigado a desistir com o M3 #55 com o eixo cardan rompido. Os dois pilotos participaram pela categoria GT Pro.

BMW Motorsport

Cardan rompido: A BMW M3 #55 do brasileiro Augusto Farfus não chegou ao fim da prova

Confira o resultado das 24 Horas de Le Mans 2011

1) [2] Fässler/Lotterer/Tréluyer (Audi R18 TDI), 355 voltas em 24:02:21.525 (4838 km)

2) [9] Lamy/Bourdais/Pagenaud (Peugeot 908), + 13.854

3) [8] Montagny/Sarrazin/Minassian (Peugeot 908), + 2 voltas

4) [7] Gene/Wurz/Davidson (Peugeot 908), + 4 voltas

5) [10] Lapierre/Duval/Panis (Oreca Peugeot 908 HDI-FAP), + 16 voltas

6) [12] Jani/Prost/Bleekemolen (Rebellion Lola-Toyota B 10/60), + 17 voltas

7) [22] Ickx/Martin/Leinders (Kronos Lola Aston Martin), + 27 voltas

8) [41] Ojjeh/Lombard/Kimber-Smith (Greaves Zytek-Nissan), + 29 voltas

9) [26] Mailleux/Ordoñez/Ayari (Signatech Oreca-Nissan 03), + 35 voltas

10) [33] Tucker/Bouchut/Barbosa (Level 5 Lola-Honda), + 36 voltas

11) [73] Garcia/Milner/Beretta (Chevrolet Corvette C6 ZR1), + 41 voltas

12) [36] Erdos/Newton/Collins (RML Honda Arx 01D), + 41 voltas

13) [51] Fisichella/Bruni/Vilander (AF Corse Ferrari 458 Italia), + 41 voltas

14) [49] Nakano/De Crem/Charouz (Oak Pescarolo-BMW), + 42 voltas

15) [56] Priaulx/Muller/Hand (BMW M3 GT), + 42 voltas

16) [77] Lieb/Lietz/Henzler (Felbermayr-Proton Porsche 911 RSR), + 43 voltas

17) [76] Pilet/Narac/Armindo (Imsa Porsche 911 RSR) + 44 voltas

18) [80] Bergmeister/Long/Luhr (Flying Lizard Porsche 911 RSR), + 45 voltas

19) [40] Frey/Meichtry/Rostan (Race Performance Oreca-Judd BMW 03), + 51 voltas

20) [50] Bornhauser/Canal/Gardel (Larbre Chevrolet Corvette C6 ZR1), + 53 voltas

21) [70] Bourret/Gibon/Belloc (Larbre Porsche 911 RSR), + 54 voltas

22) [65] Rossiter/Mowlem/Hirschi (Jetalliance Lotus Evora), + 60 voltas

23) [75] Goossens/Holzer/Van (Prospeed Lagen Porsche 911 RSR), + 62 voltas

24) [66] Bell/Sugden /Maassen (JMW Ferrari 458 Italia), + 65 voltas

25) [35] Barlesi/Da Rocha/Lafargue (Oak Pescarolo-Judd BMW), + 67 voltas

26) [68] Robertson/Robertson/Murry (Robertson Ford GT-Doran), + 70 voltas

27) [83] Rodrigues/Menahem/Marroc (JMB Ferrari F430), + 83 voltas


Não-classificados (menos de 70% percorridos)

28) [44] Rosier/Haezebrouck/DeFournoux (Extreme Norma M200P-Judd), 247 voltas


Abandonos

29) [16] Collard/Tinseau/Jousse (Pescarolo-Judd), 305 voltas

30) [55] Farfus/Muller/Werner (BMW M3 GT), 276 voltas

31) [74] Gavin/Magnussen/Westbrook (Chevrolet Corvette C6 ZR1), 211 voltas

32) [81] Neiman/Law/Pumpelly (Flying Lizard Porsche 911 RSR), 211 voltas

33) [48] Premat/Hallyday/Kraihamer (Oreca-Nissan 03), 200 voltas

34) [63] Ried/Felbermayr Jr./Felbermayr (Proton Porsche 911 RSR), 199 voltas

35) [13] Belicchi/Boullion/Smith (Rebellion Lola-Toyota B 10/60, 190 voltas

36) [61] Perazzini/Cioci/Breslin (AF Corse Ferrari F430), 188 voltas

37) [59] Ortelli/Makowiecki/Melo (Luxury Ferrari 458 Italia), 183 voltas

38) [71] Kauffman/Waltrip/Aguas (AF Corse Ferrari 458 Italia), 178 voltas

39) [88] Miller/Tandy/Al-Faisal (Felbermayr-Proton Porsche 911 RSR), 169 voltas

40) [42] Leventis/Watts/Kane (Strakka Honda Arx 01D), 144 voltas

41) [60] Giroix/Goethe/Wainwright (Gulf AMR Aston Martin Vantage), 141 voltas

42) [39] Perez-Companc/Russo/Kaffer (Pecom Lola B11/40-Judd BMW), 139 voltas

43) [89] Farnbacher/Simonsen/Keen (Hankook Ferrari 458 Italia), 137 voltas

44) [58] Beltoise/Jakubowski/Thiriet (Luxury Ferrari 458 Italia), 136 voltas

45) [64] Slingerland/Rich/Hartshorne (Jetalliance Lotus Evora), 126 voltas

46) [57] Krohn/Jonsson/Rugolo (Krohn Ferrari F430), 123 voltas

47) [24] Nicolet/Hein/Yvon (Oak Pescarolo-Judd), 119 voltas

48) [1] Bernhard/Dumas/Rockenfeller (Audi R18 TDI), 116 voltas

49) [5] Zacchia/Lammers/Elgaard (Hope Oreca Swiss HyTech-Hybrid) 115 voltas

50) [62] Ehret/Lynn/Wills (CRS Ferrari F430), 84 voltas

51) [15] Monteiro/Moreau/Ragues (Oak Pescarolo-Judd), 80 voltas

52) [79] Dolan/Hancock/Buncombe (Jota Aston Martin Vantage), 74 voltas

53) [20] Amaral/Pla/Hughes (Quifel-Asm Zytek-SC 09), 48 voltas

54) [3] Capello/Kristensen/McNish (Audi R18 TDI), 14 voltas

55) [007] Klien/Mucke/Turner (Aston Martin AMR-One), 4 voltas

56) [009] Fernandez/Meyrick/Primat (Aston Martin AMR-One), 2 voltas


LMP1: Preto; LMP2: Azul; GT Professional: Verde; GT Amateur: Vermelho
Vencedores das categorias em negrito.