Nova vitória de estágio para Sainz, na etapa até San Miguel de Tucumán
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2011, 04:37
Vídeo oficial do Dakar sobre o 2º dia de competições, entre Córdoba e Tucumán
Lucas Giavoni
Duas etapas, duas vitórias. O espanhol Carlos Sainz (VW Touareg #300) ampliou ainda mais sua liderança no Dakar 2011 ao vencer o trecho cronometrado entre as cidades argentinas de Córdoba e San Miguel de Tucumán nesta segunda-feira (03). Seus principais oponentes, Nasser Al-Attiyah (VW Touareg #302) e Stéphane Peterhansel (BMW X3CC #301) não lhe deram folga e chegaram em seguida. Guilherme Spinelli (Mitsubishi Racing Lancer #310) manteve-se entre os melhores ao fechar o dia em 8º no geral, enquanto Mark Miller (VW Touareg #304) e Robby Gordon (Hummer H3 #303) sofreram atrasos consideráveis.
Competidores novamente enfrentaram pancadas de chuva forte e os demais infortúnios que podem acontecer no rally mais difícil do mundo. O líder Sainz novamente reclamou que os limpadores de papabrisa não funcionaram corretamente, enquanto o companheiro de equipe Al-Attiyah relatou que por dois dias seguidos seu Touareg perdeu potência nos quilômetros finais, fazendo o príncipe qatariano perder, segundo ele, precioso tempo na luta pela liderança.
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Sainz mais uma vez voou na chuva, mesmo com limpadores novamente defeituosos...
Peterhansel, que já ganhou o Dakar nove vezes (6 nas motos, 3 nos carros), prefere dizer que “problemas todo mundo tem” e procura desfrutar as variações de piso em sua pilotagem, afirmando que mais uma vez as condições estavam muito divertidas para pilotar. O francês reconhece que Sainz está em um ritmo ligeiramente mais forte, mas espera a chegada das etapas no deserto para tentar reverter esse quadro.
Giniel de Villiers (VW Touareg #309) fez um discreto 4º lugar e parece optar por um jogo menos arriscado, pensando em poupar equipamento. Mas nem todo mundo consegue escapar dos atrasos. O quarto piloto da Volks, Mark Miller, saiu da pista no km 45 e danificou bastante seu Touareg número 304 ao capotar em uma curva, danificando bastante a carroceria e o sistema de direção – realmente bastante trabalho de reparos aos mecânicos do time. O norte-americano chegou à linha de chegada de San Miguel de Tucumán se arrastando em 43º lugar, com tempo 51min46s pior – de 4º passou a 16º lugar geral. “Estamos aptos a continuar, mas agora pilotaremos para ajudar os outros carros”, lamenta o piloto, 2º em 2009 e 3º em 2010.
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Alheio aos pequenos ou grandes problemas dos rivais, Peterhansel só quer curtir a pilotagem
Outro a ter um dia atribulado foi o conterrâneo de Miller, o ‘nascariano’ Robby Gordon. Ele precisou parar algumas vezes com problemas em seu jipe e acabou ainda pior: 47º lugar, com um atraso de 55 minutos e um incômodo 21º lugar geral. Em contrapartida, Guerlain Chicherit (Mini Countryman All4 #305), que perdeu 57 minutos na primeira etapa por problemas de freios e aquecimento, apresentou forte recuperação. Passou vários carros na pista e fez o 7º melhor tempo do dia, para espantar a má fase. Com isso, pulou de 77º para 23º. Nada mau...
Longe dos problemas graves estão os dois carros brasileiros, que tiveram um ótimo dia. Guilherme Spinelli terminou a etapa com o 10º tempo e subiu para o 8º lugar geral, podendo gabar-se de ser o primeiro entre os carros à gasolina e atrás apenas dos favoritos Touaregs e X3CCs a diesel. Marlon Koerich (Mitsubishi Pajero #338) aproveitou o dia para também subir algumas posições ao chegar em 16º - foi de 20º para 17º no ranking, colado em Mark Miller.
Motos, quads e caminhões
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Coma já está em 2º e deverá ser a sombra de Despres daqui em diante
Cyril Despres (KTM 450 Rallye #2) ganhou a liderança na primeira etapa por conta da punição de 1min ao seu companheiro de equipe Ruben Faria (KTM 450 Rallye #11), que passou com velocidade excessiva em trecho controlado. Ele não apenas ‘agradeceu o presente’, como o valorizou, ao ganhar a etapa 2. O francês, que chamou a etapa de “slalom gigante de 300 quilômetros”, foi 1min49s melhor que Marc Coma (KTM 450 Rallye #1) e ambos ocupam estas posições no ranking geral, separados por 2min35s.
Ruben Faria caiu para 3º geral ao completar a etapa em 5º. O brasileiro Zé Helio (BMW G 450 RR #12), que começou o Dakar 2010 em 8º, caiu uma posição geral ao terminar o dia como o 12º. E exatamente à frente dele esteve outra moto brasileira, de Jean Azevedo (KTM 690 Rallye #33), que ocupa agora o 15º lugar na tabela. A terceira moto brasileira, de Vicente de Benedictis Neto (Honda CRF 450 X #87) está em 75º.
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De volta às motos, Jean Azevedo começa a ganhar posições no quadro geral
Nos quads, vitória de estágio para o argentino Alejandro Patronelli (Yamaha Raptor 700 #252). O líder da categoria continua sendo o tcheco Josef Machacek (Yamaha Raptor 700 #251), que chegou em 2º e tem vantagem de 5min à frente. E saiu a punição para o atual campeão da categoria, Marcos Patronelli (Yamaha Raptor 700 #250). Por não ter comparecido no horário previsto de largada ao ter problemas elétricos em seu quadriciclo, o argentino, que após muito bate-boca foi autorizado a largar com mais de duas horas de atraso, tomou punição de 6 horas em seu tempo total. Ele agora está em 26º dos 28 que estão competindo.
E finalmente sobre os caminhões, quando Vladimir Chagin (Kamaz 4326 #502) não ganha, lá está o outro russo campeão, Fidaruz Kabirov (Kamaz 4326 #502), para ser o mais rápido. Ele assumiu a liderança da categoria, míseros 9s à frente do tcheco Ales Loprais (Tatra T 815-2 #504) e 22s à frente de Chagin, que chegou em 5º - uma posição atrás do brasileiro André Azevedo (Tatra T815 #508), que agora ocupa o 4º lugar geral, a 9min59s do líder.
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Alejandro é o único dos irmãos Patronelli na briga dos quads - Marcos foi punido em 6 horas
Confira o resultado da segunda etapa (Córdoba - Tucumán)
Nesta terça-feira (04) ocorre a 3ª etapa do Dakar, no trecho entre San Miguel de Tucumán e San Salvador de Jujuy, última cidade argentina antes dos competidores cruzarem a fronteira com o Chile. A parte cronometrada terá 500 km para os carros, 521 km para as motos e apenas 226 km para os caminhões. No começo há até alguns trechos arenosos, mas o dia terá predominância de asfalto no sopé dos Andes, com estradas que partem de 2.000m de altitude, sobem até incríveis 3.300m para então descer até Jujuy, que fica a 1.000m em relação ao nível do mar.