Dakar 2010 | Estágio 14 - FINAL

Carlos Sainz: o irresistível e
magnífico campeão do Dakar 2010

Domingo, 17 de Janeiro de 2010, 12:05

Vídeo oficial do Dakar do último dia de competições, entre Santa Rosa e Buenos Aires

Lucas Giavoni

A 2ª aventura do Dakar pela América do Sul chega ao fim com vitória para ‘El Matador’ Carlos Sainz (VW Touareg #303). Bicampeão do WRC (90-92), o espanhol acabou a competição com apenas 2min12s de vantagem para seu colega qatariano Nasser Al-Attiyah (Touareg #306), que ganhou o estágio final Santa Rosa-Buenos Aires. Mark Miller (Touareg #305) fechou a trinca da Volkswagen. A etapa final ainda coroou Marcos Patronelli (Yamaha Raptor #251) nos quadris, confirmou o tri de Cyril Despres (KTM 690 #2) nas motos e o hexa de Vladimir Chagin (Kamaz43-26 #501) nos caminhões. Cinco dos 14 conjuntos brasileiros terminaram a prova – destaque para Guilherme Spinelli (Mitsubishi Racing Lancer #322), que terminou entre os 10 melhores nos carros.

Al-Attiyah venceu a veloz etapa final de 206 km, mas não conseguiu abrir vantagem suficiente para impedir o título de Sainz em sua 5ª jornada no Dakar – todas em protótipos Volkswagen. ‘El Matador’ chegou em 2º, somente 36s atrás e deste modo ficou com a taça por míseros 2min12s – uma diferença mínima, se considerarmos que tivemos mais de 47 horas de trechos cronometrados. Percentualmente, estamos falando de apenas 0,07% entre os tempos finais de cada competidor: 2830 minutos totais para Carlos e 2832,2 minutos para Nasser.

VW Motorsport

Sainz vibra no podium armado na praça 9 de Julho em Buenos Aires: vitória merecida

“Estou muito feliz e aliviado”, disse Sainz, que agradeceu ao time e ao navegador Lucas Cruz pelo ótimo trabalho. “Pilotamos bem rápido, mas fomos inteligentes também. Foi difícil, com uma luta diária contra meu companheiro de equipe [Al-Attiyah]”, descreveu. “Tivemos que dominar tudo e controlar nossas emoções”, afirmou o mais novo vencedor do Dakar.

Sainz teve como trunfo principal a regularidade, pois assumiu a ponta na classificação geral na 5ª etapa e só ganharia sua 1ª especial na 10ª – fato que se repetiria na 12ª. O espanhol teve pouquíssimos infortúnios – a maioria deles, pneus furados. E foi exatamente por conta de furos a pior performance em etapas do espanhol, um 9º lugar na 11ª especial, mas apenas 7min19s pior que o vencedor na ocasião. Fora este resultado, os piores desempenhos de Carlos foram 3 chegadas na 4ª posição.

VW Motorsport

Mesmo perdendo o Dakar por tão pouco, Al-Attiyah mostrou-se contente com a 2ª posição

Al-Attiyah viu a vitória escapar por tão pouco – muito menos do que uma troca de pneu. O príncipe qatariano chegou a ser líder no 2º estágio, mas caiu para 3º no seguinte e se manteve vice a partir da 5ª rodada. “Está tudo OK. Estou feliz”, afirmou Nasser. “Este 2º lugar é um bom resultado para mim. Eu nunca havia conseguido uma posição tão alta”, disse o árabe, que venceu 4 etapas (2ª, 7ª, 9ª e 14ª).

A briga pela disputa havia se tornado tensa na penúltima etapa, quando Carlos e Nasser chegaram a se tocar na pista e discutir após a prova. Mas com o fim do rally, Al-Attiyah deixou de lado a rivalidade. “Parabéns para Carlos Sainz. O que importa é que Volkswagen ganhou. Eu estou contente por Carlos. Ele fez o trabalho dele. Eu fiz o meu. Ano que vem eu ganharei. Mas agora eu darei um aperto de mãos em Carlos”, disse o vice-campeão, tomado pelo espírito esportivo.

AP Photo

Miller, 2º em 2009, fechou a trinca da Volks nesta edição

Mark Miller chegou em 5º em Buenos Aires e completou a trinca Volkswagen no quadro geral, 32min51s atrás. O norte-americano, vice no ano passado, elogiou seus companheiros. “Estou muito contente por Carlos Sainz. Temos trabalhado juntos durante 5 anos e ele é um grande colega de equipe. Ele me ajudou muito e sempre foi muito presente. Eu agradeço isso. (...) Adorei a luta final pela vitória. Desde que Nasser se uniu o time, ele trouxe muito”, frisou Miller.

Este foi o melhor resultado da história da Volks, que já havia feito dobradinha no ano anterior na vitória de Giniel de Villiers, que neste ano enfrentou problemas mecânicos e ficou apenas em 7º. Foi o 3º título da marca alemã, que havia levantado a taça pela 1ª vez em 1980 com um jipe militar Iltis preparado pela Audi e conduzido pelo barão alemão Freddy Kottulinsky.

X-Raid Team

Peterhansel, 4º, poderia até ter vencido, não fosse um atraso no 5º estágio

Apenas depois do podium vieram os dois melhores competidores da equipe alemã X-Raid, que este ano colocou 4 modelos BMW X3CC pra correr. O multicampeão Stéphane Peterhansel (#301) ganhou 4 etapas (3ª, 6ª, 8ª e 13ª), mas fechou o Dakar em 4º lugar, 2h17min21s depois; e seu compatriota Guerlain Chicherit (#307) foi o 5º, a 4h02min49s. Nani Roma (#304), que ganhou a 1ª etapa, teve vida curta e abandonou logo no 3º estágio, com uma avaria mecânica. E o russo Leonid Novitskiy (#310) teve o desempenho mais modesto do grupo e fechou o rally em 11º.

Para ‘Peter’, 4º na última etapa, fica o lamento de ter que abrir mão da disputa da vitória no 5º estágio, quando liderava o quadro geral. “Estou com um misto de sensações, porque durante as duas semanas nós tivemos potencial para desafiar os carros da dianteira e até mesmo ganhar, mas um problema mecânico [na 5ª etapa] nos custou mais de 2 horas e eu vejo agora que é mais ou menos a diferença entre nós e os vencedores”, disse o francês, que mesmo assim elogiou o X3, afirmando que é possível ambicionar a vitória no próximo ano – o que seria seu 4º título entre os carros, que seriam somadas às 6 taças entre as motos.

X-Raid Team

Chicherit fechou a lista de 5 melhores. Queria vencer ao menos uma etapa e conseguiu

Chicherit, 3º na especial final, também enfrentou problemas mecânicos ainda mais custosos que Peterhansel, perdendo quase 3 horas. Ainda assim, cumpriu parcialmente seus objetivos: “Deixo o Dakar com uma vitória em estágio e eu realmente queria uma. Por várias vezes quase venci estágios, mas não pude ficar na dianteira até o fim por causa de problemas elétricos. (...) Tudo que eu preciso é um pouco mais de consistência ao longo do Dakar e ser um pouco melhor em alguns dos terrenos”, contabilizou o esquiador francês.

O único piloto que também venceu estágio além dos pilotos da X-Raid e da Voks foi Robby Gordon (Hummer H3 #302), que ganhou a 4ª especial fechou o Dakar deste ano em 8º - 1º entre os pilotos com carros movidos à gasolina. Ainda assim ficou uma ponta de decepção para o norte-americano, que sofreu com alguns infortúnios mecânicos e ficou longe de repetir o excelente 3º lugar conquistado no ano passado.

Despres é tri nas motos

Reuters Pictures

O campeão Despres (centro) com Chaleco Lopes e o vice Ullevalseter

Líder absoluto desde o 3º estágio, Cyril Despres fechou a derradeira especial em 6º e confirmou seu tricampeonato sem sustos, tendo vencido 3 etapas durante a competição e se mantendo sempre entre os ponteiros no restante do tempo. Sua liderança foi inconteste a ponto do francês começar a economizar equipamento já a partir da 10ª etapa, terminando o Dakar com uma vantagem de 1h02min52s o vice.

O único que poderia desafiar Despres era Marc Coma (KTM 690 #1). O espanhol foi o maior vencedor de estágios entre as motos – 4 (4º, 6º, 10º e 11º), mas fechou a competição em um desolador 15º lugar, 6h32min46s atrás. E deste atraso, 6h22min vieram em forma de punição por parte dos comissários de prova: 22min por ter passado em velocidade em trecho controlado logo no 2º estágio e pesadas 6h por ter trocado pneu de forma irregular no 7º. Não fosse isso e Coma poderia tentar defender sua taça.

As disputas ficaram então pelo vice-campeonato. Melhor para o norueguês Pal Anders Ullevalseter (KTM 690 #4), que superou o chileno Chaleco Lopez Contardo (Aprilla RXV450 #9) por 6min54s e o português Helder Rodrigues (Yamaha WR 450F #5) por 16min41s. O francês David Frétigné (Yamaha 450 WRF #12) fechou o Top Five das duas rodas.

Chagin, o monstro russo dos pesados

Reuters Pictures

Chagin (dir.) conquistou 'apenas' seu 6º título e o recorde de vitórias em estágios

Entre os caminhões, domínio da fabricante russa Kamaz, que venceu todas as etapas e conquistou o 9º título. E dentre os pilotos da marca, ninguém foi melhor que Vladimir Chagin (Kamaz 43-26 #501), que venceu nada menos que 9 dos 14 estágios e levou seu 6º troféu de Dakar para casa.

O único a ‘incomodar’ Chagin foi o campeão de 2009, o companheiro Fidarus Kabirov (Kamaz 43-26 #500), que venceu 4 etapas (das quais Chagin foi sempre 2º) e fechou a competição 1h13min08s atrás. Além de tornar-se hexa, Chagin ainda bateu o recorde de vitórias em estágios – 55 no total, uma a mais que Stéphane Peterhansel.

Para quebrar a rotina Chagin-Kabirov, o 3º competidor da Kamaz, Ilgizar Mardeev (Kamaz 43-26 #505) venceu a etapa final de Buenos Aires. Ele terminou o quadro geral em 5º e formaria a trinca russa caso não tivesse um problema mecânico que lhe custou um time penalty de 5 horas. O último lugar do podium ficou com o holandês Marcel Van Vliet (Ginaf X2222 #508), que chegou intermináveis 10h43min20s atrás do campeão.

Festa entre irmãos nos quadris

Reuters Pictures

Alejandro brinca com o irmão campeão Marcos logo após o estágio final dos quadris

A única festa em família do Dakar 2010 foi entre os quadriciclos, categoria que teve o menor número de participantes. Com o campeão de 2009 Josef Machecek (Yamaha Raptor #250) fora de combate a partir da 4ª rodada, os irmãos argentinos Marcos (Yamaha Raptor #251) e Alejandro Patronelli (Yamaha Raptor #277) dominaram o cenário e tornaram-se campeão e vice, respectivamente.

Marcos venceu 4 etapas e Alejandro 2, com diferença final de 2h22min59s entre ambos. O 3º colocado foi o espanhol Juan Manuel González Corominas (Yamaha Raptor #256), vencedor da 10ª etapa. Ele terminou com um atraso de 5h07min31s. O polonês Rafal Sonik (Yamaha Raptor #252) fechou a competição em 5º, mas festejou muito a chegada em Buenos Aires, pois foi o vencedor da etapa.

A participação brasileira

X-Raid Team

Melhor brasuca no Dakar, Spinelli é cumprimentado por Peterhansel e o navegador Cottret

Com 14 conjuntos inscritos, o Brasil teve como melhor resultado o 10º lugar de Guilherme Spinelli entre os carros. Em 2009 ele estreou na competição e estava entre os 10 melhores com uma Pajero Evolution quando foi obrigado a abandonar devido a um acidente numa duna. Este ano, a bordo do mesmo Racing Lancer que havia apresentado diversos defeitos mecânicos entre os favoritos de 2009, Guiga conseguiu terminar a competição dentro do seleto Top Ten dos carros, 6h13min41s atrás de Carlos Sainz.

Spinelli passou boa parte do Dakar ocupando a 8ª posição. E foi justamente um 8º lugar seu melhor resultado em estágios, no trecho 10 até Santiago do Chile. "É sensacional conseguir terminar o maior Rally do mundo. Estou com a sensação de dever cumprido. Nós viemos para cá com o objetivo de terminar a competição. A nossa estratégia foi de fazer um Rally de 14 dias e não um Rally por dia. Queríamos muito chegar entre os 10 primeiros, o que acabou acontecendo", disse o aliviado brasileiro, que foi 13º no estágio final.

O outro carro brasileiro a completar a prova foi o do experiente Jean Azevedo (Mitsubishi Pajero #321). Ele enfrentou problemas mecânicos já no 1º dia e começou a competição em 124º, com um penalty de 7 horas. Desde então, escalou posições em praticamente todos os dias para fechar em 27º lugar geral.

David dos Santos Jr.

Bandeira brasileira com Jean Azevedo, 27º colocado entre os carros

“A sensação no final deste rali é de dever cumprido. Tivemos problemas mecânicos logo no início do rali, o que nos tirou da busca por um resultado mais competitivo. Mas chegar até o final de um Dakar também não deixa de ser uma vitória”, Jean, que assim como Spinelli, teve seu melhor resultado em etapas na 10ª rodada, quando foi 16º.

Azevedo tem razão quanto ao considerar vitória simplesmente terminar o rally. Outros seis carros de brasileiros ficaram pelo caminho. Cinco competidores foram eliminados na complicada etapa 3, entre La Rioja e Fiambalá. O estágio teve dunas muito exigentes e vários apresentaram desgastes, ‘queimaram’ postos de controle e foram eliminados.

Neste grupe de desclassificados estavam Klever Kolberg (Mitsubishi Pajero Flex #333), Reinaldo Varela (Mitsubishi Pajero #363), Julio Bonache (Mitsubishi L-200 #355), Sven Fischer (Mitsubishi Pajero #390) e Sérgio Williams (Jeep Troller #422). Kolberg, que estava envolvido no desenvolvimento do modelo Pajero movido a etanol, decidiu continuar testando o carro e atiçando a curiosidade entre os competidores.

Vitor Sendra

Mesmo excluído, Kolberg seguiu com o Pajero a álcool, que deixou os rivais curiosos

"Muitos me faziam perguntas, outros nem sabiam do carro movido a etanol, mas como já me conheciam de outras edições do Dakar, perguntavam sobre como estava a minha corrida e então eu explicava sobre o projeto, e aí sim vinha o maior interesse", contou Kolberg, que tem agora 22 participações no currículo. "Em algumas situações era até engraçado, porque o etanol é uma coisa já tão comum na cultura do brasileiro, está aí há tanto tempo... Tive que explicar para muita gente o que é, como e de onde é extraído, como funciona... Houve uma situação de um competidor estrangeiro ter me perguntado se o carro era movido a cachaça", divertiu-se o piloto.

O último abandono foi de Mauricio Neves (VW Touareg #312), que tinha as melhores chances de resultado entre os carros. Ele teve um ótimo desempenho na 2ª etapa, mas acabou sofrendo um forte acidente na 6ª etapa quando era o 7º geral. A batida foi feia, mas Neves saiu apenas com uma fratura de costela.

André Chaco

Mattheis machucou os dois ombros e o dedão, mas chegou 'inteiro' no podium portenho

Entre as motos, dos 5 pilotos que partiram de Buenos Aires, 3 conseguiram voltar à capital portenha: Rodolpho Mattheis (KTM EXC 450 #25), Carlos Ambrosio (Honda CRF 450 X #63) e Vicente de Benedictis Neto (Honda CRF 450 X #113). Eles terminaram em 29º, 36º e 76º, respectivamente. Tiago Fantozzi (Honda CRF 450 X #80), que chegou a ocupar o 17º lugar, mas abandonou com problemas mecânicos no 6º estágio, mesmo destino de Bernardo Bonjean (KTM 525 EXC #69) 3 dias antes.

Competidor brasileiro único entre os caminhões, o veterano André Azevedo (Tatra T815 #504) até lançou o desafio de acompanhar o insano ritmo de Vladimir Chagin e Fidarus Kabirov. Começou o rally em 7º e foi 3º nas duas etapas seguintes. Mas então nada mais deu certo: um grande atraso no 4º estágio e a quebra do turbo na 6ª forçaram André a abandonar.

Sem poder competir, André reescreveu o caminhão como veículo de apoio e serviu de ‘anjo da guarda’ dos outros pilotos da equipe Petrobras, Rodolpho Mattheis e o irmão Jean Azevedo, chegando até Buenos Aires.

Reuters Pictures

O Tatra de André Azevedo quebrou e tornou-se 'anjo da guarda' da equipe Petrobras

Números finais

Um total de 362 competidores largou dia 2 de janeiro em Buenos Aires – 134 carros, 151 motos, 52 caminhões e 25 quadriciclos. Apenas 187 conseguiram completar o circuito e voltar à capital argentina duas semanas depois – 57 carros (42,5%), 88 motos (58,2%), 28 caminhões (53,8%) e 14 quadris (56%).

Para os que conseguiram essa façanha de completar as 14 etapas, a aventura foi de quase 5 mil quilômetros de trecho cronometrado e quase 9 mil se considerados os trechos de conexão entre os acampamentos. E como eu já havia escrito na edição anterior, o Dakar é feito de pilotos rápidos, mas principalmente de sobreviventes.

AP Photo

Natasha Pisarenko, da Associated Press, tirou a foto do ano. Magnífica!

Confira o resultado do dia 14 (Santa Rosa - Buenos Aires)

1) Nasser Al-Attiyah (VW Touareg), 1h19min42s
2) Carlos Sainz (VW Touareg), + 36s
3) Guerlain Chicherit (BMW X3CC), + 43s
4) Stéphane Peterhansel (BMW X3CC), + 1min08s
5) Mark Miller (VW Touareg), + 1min39s
6) Giniel de Villiers (VW Touareg), + 1min41s
7) Robby Gordon (Hummer H3), + 1min58s
8) Orlando Terranova (Mitsubishi Racing Lancer), + 2min28s
9) Robert Baldwin (Hummer H3), + 3min15s
10) Nicolas Misslin (Mitsubishi Racing Lancer), + 4min20s

Confira o resultado final após 14 etapas

1) Carlos Sainz (VW Touareg), 47h10min00s
2) Nasser Al-Attiyah (VW Touareg), + 2min12s
3) Mark Miller (VW Touareg), + 32min51s
4) Stephane Peterhansel (BMW X3CC), + 2h17min21s
5) Guerlain Chicherit (BMW X3CC), + 4h02min49s
6) Carlos Sousa (Mitsubishi Racing Lancer), + 4h31min45s
7) Giniel de Villiers (VW Touareg), + 5h10min19s
8) Robby Gordon (Hummer H3), + 6h02min24s
9) Orlando Terranova (Mitsubishi Racing Lancer), + 6h04min47s
10) Guilherme Spinelli (Mitsubishi Racing Lancer), + 6h13min41s

O Dakar 2011, 33ª edição do rally mais desafiador do mundo, novamente será disputado entre Argentina e Chile, em acordo dos governos dos países com a organização da competição.