Indy | 500 Milhas de Indianápolis

Franchitti confronta ataque final
de Sato e vence excitante Indy 500

Segunda-feira, 29 de Maio de 2012

Resumo oficial da 5ª etapa da Indy 2012, a Indy 500, de Franchitti

Lucas Giavoni

Franchitti confronta ataque final de Sato e vence excitante Indy 500 Mais um fantástico capítulo foi escrito no mítico retângulo de Indianápolis. Vindo da 30ª posição após ser empurrado no 1º pit, Dario Franchitti (Ganassi) alcançou a liderança e resistiu firme ao ousado mergulho de Takuma Sato (Rahal) na última volta: enquanto o rival encontrou o muro, o escocês conquistou a corrida pela 3ª vez. Scott Dixon completou dobradinha, e Tony Kanaan (KV), dono de uma relargada espetacular, ficou em 3º. Oriol Servia (D&R) também foi destaque, ao recuperar uma volta e chegar em 4º. Hélio Castroneves (Penske) fechou em discreto 10º lugar, uma posição à frente de Rubens Barrichello, o melhor novato, enquanto Bia Figueiredo (Andretti) rodou e terminou em 23º lugar.

Primeiras voltas ilusórias e o fiasco dos motores Lotus

AP Photo

Fiasco

Mecânicos recolhem o carro de Alesi, obrigado a desistir por ter um motor ridículo

O começo da 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis trazia fortes indícios que os carros com motores Chevrolet, biturbo, ficariam na frente dos carros Honda, monoturbo, um reflexo do que já havia acontecido na maior parte dos treinos livres e também na formação do grid de largada. E também ficou claro o enorme fracasso dos dois únicos motores Lotus do grid. Simona de Silvestro (HVM) e o popular ex-F1 Jean Alesi (Fan Force), que fizeram os piores tempos em todos os treinos, eram de 10 a 15 milhas por hora de média mais lentos que o restante do pelotão, uma diferença abissal e vexatória.

Simona e Alesi, que marcava sua estreia em Indianapolis, ficaram para trás logo de cara. Já na 9ª volta ambos foram chamados pela direção de prova via rádio para abandonar, por razões de segurança. Naquele instante eles já estavam a ponto de tomar volta dos líderes. Nunca o nome Lotus, do gênio fundador Colin Chapman e sinônimo da grande vitória de Jim Clark em 1965, foi tão humilhado em Indianapolis. Não por acaso, a Dragon Racing e a Dreyer & Reinbold havia rescindido seus contratos e migrado emergencialmente para unidades Chevrolet para disputar a corrida.

Voltando ao pelotão dianteiro, o pole Ryan Briscoe (Penske) ficou alternando a liderança com James Hinchcliffe (Andretti) nas primeiras voltas, com pilotos estudando possibilidades de ultrapassagem e pilotagem no vácuo. Atrás deles, outros dois carros da Andretti, com Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay também vinham com velocidade, seguidos por Hélio Castroneves e Tony Kanaan. Todos Chevrolet. Um domínio notório que levaria qualquer um a pensar que o vencedor teria em seu carro a famosa gravatinha dourada no capô. O desenrolar da corrida mostraria quão ilusória era essa suposição.

Franchitti no fundo do poço

Twipic Indycar

Dario e Viso

Flagrante do desastrado toque de Viso em Franchitti, que cairia para 30º lugar

Na volta 14 surgiu a primeira bandeira amarela da corrida. O novato Bryan Clauson, no interino 2º carro da equipe de Sarah Fischer, rodou sozinho na saída da curva 2. Pilotos aproveitaram para uma primeira e movimentada rodada de pits. Foi exatamente este o ponto mais baixo da corrida para o vencedor Dario Franchitti.

Dario, que estava em 13º, foi empurrado dentro dos boxes por Ernesto Viso (KV) - que não foi punido pelo ato desastrado. O escocês rodou e quebrou o bico ao atingir um pneu que seria trocado por outro competidor. Depois de endireitar seu carro, fazer seu pit e colocar nariz novo, estava em 30º lugar, último na pista. A única sorte do escocês, por assim dizer, foi não ter tomado volta.

Lá na frente, Briscoe e os carros da Andretti continuavam como os melhores na relargada, que veio na volta 18. Outro que figurava em apuros era Oriol Servia, que teve que fazer um pit emergencial por um pneu furado, já em bandeira verde, e tomou volta já no 23º giro – o espanhol não acreditaria se lhe contassem que ainda terminaria a corrida em 4º lugar!

Uma discreta e espetacular recuperação começava para Franchitti, que não teve outra opção senão acelerar tudo o que podia a fim de voltar para o jogo. Passando em média um competidor por volta, escalou as posições, enquanto Marco Andretti tomava a ponta e abria vantagem, mostrando que tinha em mãos um carro vencedor. Com um grande período sem incidentes, competidores pela primeira vez teriam que fazer seus pits com corrida em bandeira verde, a partir do giro 43.

Pilotos Honda começam a aparecer

Reuters Pictures

Dixon e Hinchcliffe

Aos poucos, pilotos Honda, como Dixon, foram passando os Chevy, como Hinchcliffe

Este foi o momento em que o favoritismo dos Chevy começou a ficar em xeque. Os pilotos com o motor da marca rodaram, em média, 28 voltas até precisar reabastecer, enquanto os rivais com motores Honda conseguiam duas ou três voltas a mais de autonomia – algo que poderia fazer toda a diferença no fim, quando a disponibilidade de combustível seria fundamental na arrancada para a vitória, além de possibilitar mais voltas rápidas.

Marco voltou para a liderança após seu pit, mas já ameaçado por Scott Dixon e seu Honda mais econômico, que possibilitou avançar posições antes de encher o tanque e pegar borracha nova. Takuma Sato também começou a se destacar e depois de seu pit e já era 5º, obviamente também empurrado pelos propulsores nipônicos. A partir da volta 66, Taku já era 3º, nos calcanhares de Dixon e Andretti. Franchitti, em plena ascensão, estava em um admirável 6º lugar naquele momento.

Uma nova rodada de pits em bandeira verde veio a partir da volta 74 – sempre começando pelos pilotos Chevrolet. Marco voltou na frente de Dixon, e Franchitti já era o 3º, seguido de Sato, quando na volta 80 tivemos a segunda e mais grave amarela do dia. Mike Conway (Foyt) rodou na curva 2 e levou consigo Will Power (Penske) para o muro, em uma batida forte, mas felizmente sem gravidade para nenhum dos pilotos.

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Conway e Power

Conway e Power protaginizaram um acidente assustador, porém sem consequências aos dois

O motivo da batida, porém, foi um tanto absurdo: Conway havia acabado de sair de um pit desastrado, em que havia atropelado dois de seus mecânicos. Um deles caiu sobre a asa dianteira, danificando-a. Quando o piloto saiu, ainda com pneus frios, o carro ficou instável e saiu rodando, para colher um azarado Power para o muro. Apesar do resultado frustrante para o australiano, ele, que vem de três vitórias, continua na liderança do campeonato.

Um novo período em bandeira verde só duraria entre as voltas 87 e 89, pois Bia Figueiredo, em sua segunda e derradeira participação no ano com a equipe Andretti, rodou sozinha, sempre na fatídica curva 2, e danificou a asa traseira do carro. Alguns pilotos aproveitaram para completar o tanque de combustível, entre eles o líder Andretti, Sato e Kanaan, deixando Dixon e Franchitti na liderança.

Os favoritos se apresentam

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Ganassis

Dixon e Franchitti inauguraram a segunda metade da corrida na frente

A segunda metade da prova foi inaugurada pela incontestável liderança de Dixon e Franchitti. Mas eles seriam superados por Sato, que tinha mais etanol no tanque e fez seu próximo pit muitas voltas depois, retornando ainda como líder. Andretti também voltou a aparecer entre os dianteiros, mas as coisas então começaram a dar errado. Uma vibração extrema provocada por um dos pneus forçou o americano a fazer um pit antecipado, na 142.

Duas voltas após, houve uma bandeira amarela pela pane elétrica do carro de Sebastian Saavedra (AFS), que colocou Marco no fundo do pelotão, já que os demais rivais seguiram para realizar seus pits durante a intervenção do Pace Car, procedimento que tem prejuízo de tempo muito menor.

Após a pane de Saavedra, a corrida recomeçou na 152, entrada do último quarto, também conhecido como o período de mostrar “quem tem mais garrafas para vender”. Dixon, Franchitti e Sato apareciam com força, e a eles se juntou outro piloto Honda, Justin Wilson, da pequena porém tradicional equipe Dale Coyne, além de Kanaan, o único Chevy do grupo.

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Winner

Servia, que passou toda corrida 1 giro atrás, veio com força na parte final

Os candidatos ao Borg-Warner tiveram que aguardar um pouco mais para o ataque final por causa do abandono do novato Josef Newgarden (Sarah Fischer), em nova amarela entre as volta 164 e 170, em uma maratona para o último pit stop coletivo da corrida. Foi apenas este momento que Servia finalmente conseguiu recuperar a volta que havia perdido em relação aos líderes!

O clima realmente esquentou a partir da relargada. Enquanto Wilson era deixado para trás, chegava para a briga o intrépido Ed Carpenter, um cidadão de Indianápolis guiando o carro de sua própria equipe. Ele vinha com força para figurar no Top Five, mas a impetuosidade ao volante foi exagerada: ao descer demais a linha de tangência da curva 1, rodou de modo incrível, evitando o sempre imperdoável muro, mas deixando o motor morrer. Era a volta 181, e pelo curto período de três voltas atrás do Pace Car, todos os pilotos agora tinham a certeza de ter combustível suficiente até a bandeirada.

Relargada incrível e um novo capítulo para os Andretti

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Tony

Tony fez uma relargada incrível, pulando de 5º para 1º em apenas um movimento

Kanaan então realiza a relargada mais incrível do dia: a apenas 15 voltas do fim, sai do 5º lugar diretamente para a ponta, por dentro, na primeira curva. Franchitti não deixou barato e repassou na volta seguinte, apenas para tomar o troco em seguida. O frenesi não era privilégio dos ponteiros, já que as disputas tomavam o pelotão todo, compactado pela relargada. E nessas, Marco Andretti, que vinha em 8º, bateu sozinho na volta 187.

Piloto com maior número de voltas no comando da corrida, Marco não conseguiu afastar a maldição que recai sobre a família Andretti, que não vence desde que seu avô Mario foi o 1º colocado em 1969. Desde lá, Mario (que fez uma cara indescritível quando viu o acidente) jamais repetiu o feito, mesmo destino do filho Michael (visivelmente desolado). A maldição dos Andretti teve em um novo capítulo, em que além da desistência forçada de Marco, os outros carros da equipe, que no começo apareciam tão bem, igualmente ficaram para trás.

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Marco

Marco cumpriu a escrita: nenhum Andretti bebe o leite vencedor desde 1969

Ryan Hunter-Reay já era carta fora do baralho há muito. O americano teve uma falha de suspensão na volta 122 e com muita habilidade evitou uma batida no muro, encaminhando-se a salvo para os boxes. Sobraria apenas James Hinchcliffe, que foi vítima de uma última parada de reabastecimento muito demorada, roubando-lhe qualquer tipo de chance de um bom resultado.

Como o serviço para limpar a pista foi demorado, sobraram apenas seis voltas para que os pilotos decidissem quem seria o grande vencedor. Faltavam apenas 15 das 500 milhas.

Desfecho de extremos

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Restart

Última relargada: Ganassis na frente; logo Sato chegaria para a briga

De surpreendente a surpreendido, Kanaan foi vítima do ótimo trabalho em conjunto de Dixon e Franchitti, que desgarraram na largada com trabalho de vácuo e ultrapassaram o brasileiro logo na primeira curva. Sato vinha logo atrás, enquanto Servia já somava sua segunda largada de eficiência extrema, passando vários competidores por fora com uma coragem que poucos mostraram durante a prova.

E coragem foi realmente o fator que definiu o vencedor. Kanaan perdeu embalo e foi superado por Sato, enquanto Dixon e Franchitti faziam alternância na ponta para trabalhar melhor o vácuo. Na abertura da penúltima volta, Sato conseguiu furar esse esquema quando foi na cola de Dario e ambos passaram por Scott. O carro branco e azul já preenchia os espelhos do escocês, que acabava de perder o “escudo”.

Sato contornou a curva 4 no limite e andou no vácuo para entrar na volta final. O japonês estava muito rápido e resolveu jogar tudo contra nada. Neste ponto é que temos que destacar Indianapolis de qualquer outra prova do campeonato da Indy. A Brickyard é a glória, vale por um campeonato. Apenas a vitória interessa, é ela que garante a face do piloto no troféu da corrida centenária.

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mergulho

O lance da corrida: Sato mergulha por dentro na abertura da última volta...

Se Sato mostrou disposição total para passar, Franchitti também mostrou disposição total para defender seu posto. Ao ver que sofreria o ataque, posicionou-se mais próximo ao muro interno. Sato, mesmo assim, lançou o ataque por dentro, em uma lacuna muito apertada, mas possível. Dario não aliviou, não deu espaço, não recuou um milímetro sequer, comprometido em sua trajetória.

A física nos garante que, daquela maneira, ambos não poderiam dividir a curva. Para não tocar em Dario, Sato desceu demais, pegou a linha interna da curva. A rodada, em direção ao muro, foi inevitável. Imediatamente a direção de prova mostrou a derradeira bandeira amarela. Não havia mais corrida: Dario era o vencedor, e a sua chegada para receber a bandeirada tornou-se apenas uma formalidade.

Fazia-se novamente a História. Franchitti em 1º, Dixon em 2º, Kanaan em 3º. Os três melhores amigos de Dan Wheldon que participaram da corrida chegavam nas três primeiras posições. Uma final forte, intenso, carregado de significados. Um final digno de Indianápolis.

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Final

A bandeirada: sob amarela, Dario comanda Scott e Tony em formação

Pontos de vista

Dario Franchitti disse na coletiva após a vitória que foi avisado pelo rádio sobre a manobra de Takuma Sato, e viu no retrovisor a posição do rival na entrada da primeira curva. “Ele é muito agressivo. Pensou que era a chance dele. Quero dizer, por que não? Acho que ele fez tudo direito até perder a traseira do carro”, disse o vencedor.

“Ele [Sato] fez uma boa manobra. Eu não estava muito contente sobre isto. Mas não, eu não toquei nele. Eu não o apertei para abaixo. Ele só perdeu a traseira do carro”, disse Franchitti, sem condenar o rival. “Era a última volta das 500 Milhas de Indianápolis. Eu não esperaria que ele levantasse o pé do acelerador”, completa.

Bobby Rahal, chefe de Sato, também fez questão de ressaltar a performance de Takuma. “Foi uma pena porque Takuma fez uma corrida fantástica e a equipe fez um ótimo trabalho”, disse vencedor da Indy 500 de 1986 como piloto e de 2004 como dono de equipe, com Buddy Rice.

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O lance

Um lance polêmico, forte, extremo: valia a vitória da mais importante prova dos EUA

Sato, por sua vez, criticou o concorrente por acreditar que o escocês não lhe deu espaço suficiente para completar a manobra, assim como havia conseguido fazer com Dixon, uma volta antes, na mesma curva 1. Sato parece não entender que ele tinha todo o direito de tentar – como o fez – e que Dario tinha todo o direito de defender a posição, mantendo sua trajetória.

No fim das contas, foi apenas uma incrível aposta entre os dois, em busca da vitória, sempre ela. Não foi a primeira, nem a última vez que veremos isso no esporte a motor. Ainda mais em Indianápolis.

O legado de Dan Wheldon

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Rubens

Em sua 1ª Indy, Rubens passou e foi passado muitas vezes - característica do DW12

Sem dúvida alguma, foi uma corrida para ficar entre as mais lembradas através dos tempos. Além do surpreendente desfecho na volta final, que remete ao lendário choque entre Emerson Fittipaldi e Al Unser Jr. pela vitória de 1989 (que ficou com o brasileiro), a 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis é a nova recordista de mudanças de líderes: foram 34, superando as 29 da corrida de 1960, e realizada por 10 pilotos diferentes – apenas 1993 teve mais, com 12. Uma trama com tensão do começo ao fim, vista por 380 milhões de pessoas em 182 países, segundo estimativas do Indianapolis Motor Speedway, além das mais das mais de 400 mil pessoas presentes no autódromo.

Essa frenética luta pela ponta pode ser creditada ao forte calor (33ºC; 91ºF), na segunda maior temperatura já registrada, atrás apenas da longínqua edição de 1937, com 92ºF, segundo o Serviço de Meteorologia Nacional dos Estados Unidos. O sol forte mudou a temperatura de pista e a densidade do ar, afetando os acertos dos carros, que ficaram mais próximos uns dos outros. Mas o fator que mais contribuiu certamente foi o novo chassi DW12, que só de olhar sabemos que produz mais arrasto, e, por consequência, propicia mais vácuo, a essência das ultrapassagens na Brickyard.

O chassi foi desenvolvido e batizado em memória de Dan Wheldon, que havia vencido espetacularmente a edição de 2011 ao liderar apenas a reta de chegada, em uma participação esporádica pela pequena equipe de Brian Herta. Seu carro branco e laranja, número 98, foi pilotado em exibição por Herta antes da corrida e ovacionado pelo público. Uma genuína e tocante homenagem ao inglês, morto na última etapa do ano passado, em Las Vegas. Susie Wheldon, viúva de Dan, esteve em Indianápolis para receber a réplica do troféu Borg-Warner e o anel de vencedor em nome do marido.

Relembre a incrível vitória de Wheldon em 2011

O instigante final “2” da Brickyard

IMS Blog

Mark

A McLaren-Offy da 1ª vitória da Penske, com Donohue - hoje o carro é do museu do IMS

Várias das mais memoráveis edições da Indy 500 aconteceram em anos com final “2”. Em 1912, 2ª edição da corrida, Ralph de Palma, grande nome da época, liderou 196 das 200 voltas, apenas para quebrar no fim e amargar o 11º lugar – até hoje, a maior liderança sem alcançar a bandeirada em 1º lugar.

Na 1ª edição após a II Guerra, em 1952, Troy Ruttman tornou-se o vencedor mais jovem da Brickyard, com apenas 22 anos e 80 dias – um recorde que dura até hoje. Duas décadas de pois, em 1972, Mark Donohue, que teve notória passagem pela F1, ganhou a 1ª das 15 taças da equipe Penske em Indianápolis, no ano em que houve o maior salto de velocidade média em tempo de pole em toda a história: nada menos que 17,244 milhas por hora.

As edições em “2” seguintes escreveram-se na história pelos finais sensacionais. Em 1982, Gordon Johncock superou o rei dos ovais Rick Mears por míseros 0,16s na linha de chegada. Mas Al Unser Jr. resolveu bater esse recorde em 1992 ao receber a bandeirada por apenas meio carro de vantagem contra um surpreendente Scott Goodyear que havia largado em último: foram ínfimos 43 milésimos no cronômetro.

IMS

sufoco

Little Al superou Scott Goodyear por apenas meio carro em 1992, o maior sufoco de todos

E, finalmente, 10 anos atrás, Hélio Castroneves vencia pela 2ª vez em um final dramático: ele estava para ser ultrapassado pelo sempre ousado Paul Tracy na penúltima volta, quando surgiu a bandeira amarela por um acidente do outro lado da pista. Foi a primeira vez em que um piloto tornou-se bicampeão da prova nas suas duas primeiras participações.

Neste 2012, Franchitti tornou-se o 10º piloto a vencer Indianápolis pela 3ª vez, dividindo agora com o também tri Castroneves o feito de consegui-lo com o menor número de participações – nove para cada um. O escocês correu excepcionalmente com o número 50, uma alusão ao aniversário de meio século de fundação da rede de supermercados norte-americana Target, que financia a Chip Ganassi desde a criação do time, em 1990. A vitória, acompanhada do segundo lugar de Dixon, não poderia ter rendido melhor publicidade.

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Winner

Em seu tri, Franchitti usou óculos de aro branco para homenagear Dan Wheldon

Confira o resultado das 500 Milhas de Indianápolis, 5ª de 2012

1) Dario Franchitti (Ganassi-Honda), 200 voltas em 2h58min51s2532
2) Scott Dixon (Ganassi-Honda), + 0.0295
3) Tony Kanaan (KV-Chevrolet), + 0.0677
4) Oriol Servia (D&R-Chevrolet), + 2.9166
5) Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet), + 3.6721
6) James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet), + 4.0962
7) Justin Wilson (Dale Coyne-Honda), + 4.2430
8) Charlie Kimball (Ganassi-Honda), + 4.6056
9) Townsend Bell (Schmidt-Honda), + 5.6168
10) Hélio Castroneves (Penske-Chevrolet), + 7.6352
11) Rubens Barrichello (KV-Chevrolet), + 7.9240
12) Alex Tagliani (Herta-Honda), + 8.2543
13) Graham Rahal (Ganassi-Honda), + 8.7539
14) JR Hildebrand (Panther-Chevrolet), + 11.3423
15) James Jakes (Dale Coyne-Honda), + 13.4494
16) Simon Pagenaud (Schmidt-Honda), + 14.1382
17) Takuma Sato (Rahal-Honda), + 1 volta
18) Ernesto Viso (KV-Chevrolet), + 1 volta
19) Michel Jourdain Jr. (Rahal-Honda), + 1 volta
20) Sebastien Bourdais (Dragon-Chevrolet), + 1 volta
21) Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet), + 1 volta
22) Katherine Legge (Dragon-Chevrolet), + 1 volta
23) Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet), + 10 voltas

24) Marco Andretti (Andretti-Chevrolet), 187 voltas
25) Josef Newgarden (Fisher-Honda), 161 voltas
26) Sebastian Saavedra (AFS-Chevrolet), 143 voltas
27) Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet), 123 voltas
28) Will Power (Penske-Chevrolet), 79 voltas
29) Mike Conway (Foyt-Honda), 78 voltas
30) Bryan Clauson (Fisher-Chevrolet), 46 voltas
31) Wade Cunningham (Foyt-Honda), 42 voltas
32) Jean Alesi (Fan Force-Lotus), 10 voltas
33) Simona de Silvestro (HVM-Lotus), 9 voltas

Melhor volta: Andretti, 0:40.8771 (59ª)


Não há muito tempo, seja para comemorar ou para lamentar. Já há corrida no próximo fim de semana. É a etapa de Detroit, em pista urbana naquelaque ficou conhecida como Capital do Automóvel. A prova será dia 3 de junho.