Indy | Etapa do Alabama

Power não dá chance aos rivais e vence de ponta a ponta no Alabama

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 22:21

Resumo oficial da IRL da etapa do Alabama, vencida por Power

Lucas Giavoni

Se na corrida passada a pole-position não se transformou em vitória, desta vez Will Power (Penske) partiu na frente e simplesmente ignorou a concorrência, vencendo de ponta a ponta no Barber Motorsports Park, no Alabama. O australiano foi seguido pela da dupla da Ganassi, com Scott Dixon à frente de Dario Franchitti. Tony Kanaan (KV) novamente foi o melhor brasileiro ao chegar em 6º, mantendo um excelente 3º lugar no campeonato. Helio Castroneves (Penske) foi o 7º depois de se envolver em alguns incidentes. Vitor Meira (Foyt) foi o 12º e Raphael Matos (AFS) abandonou por causa de uma batida.

O melhor piloto de mistos

Assim como havia ocorrido na abertura em St. Petersburg, a prova em Barber foi marcada por toques, esbarrões e alguns empurrões, que provocaram cinco das seis bandeiras amarelas das 90 voltas de corrida, disputadas em mais de duas horas de duração. Mas uma diferença fundamental é que, se na primeira corrida Will Power hesitou e Dario Franchitti dominou, desta vez o australiano da Penske não deixou margem alguma.

A temporada anterior ajudou a provar que Will Power é atualmente o melhor piloto nos circuitos mistos – e que a perda do campeonato para Dario aconteceu justamente porque o rival se dá bem melhor nos ovais. Power liderou desde a largada, que mais uma vez teve diversos esbarrões e uma vítima que obrigou o acionamento da bandeira amarela. JR Wildebrand (Panther) e o brasileiro Raphael Matos (AFS) não se entenderam, o que resultou em rodada para o último. O estreante James Hinchcliffe (Newman-Haas) também rodou no meio do pelotão, sirtudamente não sendo atingido por ninguém.

Power, claro, manteve a liderança, seguido pelo companheiro Ryan Briscoe e Helio Castroneves, que ganhou posição da Ganassi de Scott Dixon. Quando carros diminuíram o ritmo, todos perceberam o assustador avanço de Tony Kanaan. Com dificuldades nos treinos, ele largou apenas em 24º, mas fez uma largada fenomenal e passou nada menos que 10 carros, completando a 1ª volta em 14º.

Volta 3 e relargada. Não ocorreram mudanças de posição e a amarela não foi solicitada na escapada do também novato James Jakes (Dale Coyne). Entretanto, na passagem seguinte, Castroneves cometeu um erro e caiu para 9º, sem conseguir recuperar-se plenamente no restante da corrida, algo agravado pelo toque que levou de Takuma Sato (KV), que acabaria levando a pior e rodou na volta 27. Dixon passou a pressionar Briscoe pelo 2º lugar, enquanto Power simplesmente acelerava no comando da corrida.

O pelotão dianteiro só se transformaria a partir da primeira rodada de pits, inaugurada na volta 28 pelo pressionado Briscoe. Como já era de se esperar, Dixon prorrogou seu tempo de pista e, quando trocou seus pneus e reabasteceu, ganhou a posição. O mesmo aconteceu com a outra Ganassi: Franchitti, que andava em 5º, fez o mesmo e ganhou uma posição, que era do veterano espanhol Oriol Servia (Newman-Haas).

A 2ª bandeira amarela do dia não seria acionada por Graham Rahal (Ganassi), que deu um empurrão no reincidente JR Hildebrand volta 35. Seria, sim, acionada na 37, na rodada do também veterano Alex Tagliani (Sam Schmidt). O canadense, que andava em 12º, ficou em posição perigosa e muitos pilotos do pelotão do fundo resolveram fazer um pit extra, para novos pneus e tanque cheio – entre eles Kanaan.

A verde veio na volta 40, com uma queda de braço entre Briscoe e seu companheiro de fila, Franchitti. O australiano espremeu na 1ª curva, mas na seguinte, quando ficou por fora, foi a vez dele ser o espremido, perdendo posição não apenas para o escocês como também para o atento Servia. Mal os carros tinham se acomodado em suas posições e novo período de cautela aconteceu na passagem seguinte. Ernesto Viso (KV), tomando a curva 6 do lado de fora, acertou levemente o pneu dianteiro de Simona de Silvestro (HVM) e rodou. Ao invés de frear, continuou acelerando. O carro do venezuelano rabeou e acabou acertado no pneu traseiro pelo também reincidente Hinchcliffe, num toque que arruinou a suspensão de ambos. Simona, por seu lado, só teve tempo de frear em cima, parando a centímetros de Viso.

Relargada na volta 45, apenas para Justin Wilson (D&R) quebrar o bico na traseira de Sato e Mike Conway (Andretti), mais ao fundo, acertar com força um guard-rail depois de ser empurrado, acionando a 4ª amarela. Nas principais posições, apenas o crescente Marco Andretti (Andretti) a ganhar a 5ª posição de Servia. O espanhol também perderia mais uma nas voltas seguintes, para Ryan Hunter-Reay. O norte-americano também passou o companheiro Andretti, mas empolgou-se demais. Na tentativa de ultrapassar Briscoe pelo 4º lugar, Hunter simplesmente jogou o australiano para fora na curva 8.

Pilotos aproveitaram a presepada de Hunter para fazer a última parada nos boxes. A direção de prova resolveu punir o americano, que teve que deixar todo o pelotão passar, para relargar em último na volta 62. Todos estranharam a 4ª posição de Danica Patrick (Andretti), ficando atrás apenas de Franchitti, Dixon e o inabalável Power. Isso seria explicado pelo fato da americana ter feito um pit-relâmpago, sem trocar pneus. Haveria tempo ainda para mais um acidente, a 6ª e última amarela, que demoraria quatro voltas. No giro 64, Justin Wilson deu um toque em Raphael Matos, que perdeu o controle e avançou pra cima do carro do inglês, num choque mais forte e que quebrou o carro de ambos.

A partir disso, o desempenho de Danica foi decaindo e ela foi sendo ultrapassada aos poucos. Power seguiu para a bandeirada na volta 90 com 3,3s de vantagem para Dixon e longos 15,5 para Franchitti. Andretti, primeiro a passar a colega, chegou quase 29s atrás, segurando Servia e Kanaan, que pressionou muito o piloto da Newman-Haas. Helinho, em 7º e também no ataque, chegou meio segundo atrás desse pelotão, trazendo o estreante Simon Pagenaud (D&R), substituto da brasileira Bia Figueiredo, que já confirmou seu retorno ao carro nº 24 na próxima etapa, em Long Beach.

Com a vitória, Power tomou a liderança com 7 pontos à frente de Franchitti, que havia começado o campeonato na frente com a vitória em St. Pete – 94 a 87. O 6º lugar, somado ao 3º da prova anterior fizeram Kanaan manter-se em 3º, com 63.

Confira o resultado da corrida no alabama, 2ª etapa de 2011

1) [12] Will Power (Penske), 90 voltas em 2h14min42s9523
2) [9] Scott Dixon (Ganassi), + 3.3828
3) [10] Dario Franchitti (Ganassi), + 15.5243
4) [26] Marco Andretti (Andretti), + 28.9601
5) [02] Oriol Servia (Newman-Haas), + 29.8817
6) [82] Tony Kanaan (KV Lotus), + 30.3853
7) [3] Helio Castroneves (Penske), + 30.7807
8) [24] Simon Pagenaud (Dreyer & Reinbold), + 31.2095
9) [78] Simona de Silvestro (HVM), + 32.5812
10) [83] Charlie Kimball (Ganassi), + 35.0038
11) [19] Sébastien Bourdais (Dale Coyne), + 35.9883
12) [14] Vitor Meira (Foyt), + 42.6440
13) [4] JR Hildebrand (Panther), + 44.2950
14) [28] Ryan Hunter-Reay (Andretti), + 1:00.7427
15) [77] Alex Tagliani (Sam Schmidt), + 1:10.6879
16) [5] Takuma Sato (KV Lotus), + 1:12.1719
17) [7] Danica Patrick (Andretti), + 1 volta
18) [38] Graham Rahal (Ganassi), + 2 voltas

19) [22] Justin Wilson (Dreyer & Reinbold), 62 voltas
20) [17] Raphael Matos (AFS), 62 voltas
21) [6] Ryan Briscoe (Penske), 57 voltas
22) [27] Mike Conway (Andretti), 45 voltas
23) [59] Ernesto Viso (KV Lotus), 40 voltas
24) [06] James Hinchcliffe (Newman-Haas), 40 voltas
25) [18] James Jakes (Dale Coyne), 30 voltas
26) [34] Sebastian Saavedra (Conquest), 27 voltas

Volta mais rápida: Dixon, 1:13.8666 (73ª)


A Indy continua longe dos ovais. A próxima prova será nas festivas ruas de Long Beach, Califórnia, já no próximo fim de semana, em 17 de abril.