Indy | Etapa de Motegi, Japão

Dixon triunfa em Motegi e embola ainda mais disputa pelo título

Domingo, 20 de Setembro de 2009, 18:37

Resumo oficial da IRL em Motegi, que apertou a final entre Dixon, Franchitti e Brisoce

Lucas Giavoni

Na caça pelo tri, Scott Dixon marcou a pole e fez corrida de campeão em Motegi, chegando 1,4s à frente de seu companheiro de Ganassi, Dario Franchitti. A dupla foi seguida pelos pilotos da Newman Haas Lanigan, Graham Rahal e Oriol Servia. O melhor brasileiro foi Mario Moraes (KV), o 5º. Ryan Briscoe (Penske) fez barbeiragem e foi apenas 18º. Com isso, os três candidatos ao título estão separados por apenas 8 pontos – com Dixon retomando a liderança.

A disputa pela vitória no oval japonês, que foi bastante carente de ultrapassagens, ficou praticamente restrita aos pilotos da Ganassi, já que Briscoe bateu quando saía de um pit stop na volta 106. O australiano perdeu a chance de chegar ao round final em Homestead com boa vantagem – em vez disso, caiu para 3º na tabela, ainda que muito próximo do novo líder e ao vice Franchitti.

Melhor piloto brasileiro na prova, Moraes largou ao lado de Dixon na primeira fila. Chegou a enfrentar problemas com a mangueira de reabastecimento na primeira parada, mas recuperou-se para completar o top five.

Os outros brasileiros tiveram desempenhos modestos – e consecutivos. Raphael Matos (Luczo Dragon) chegou pela quarta vez seguida em 9º, enquanto Helio Castroneves (Penske), que bateu nos treinos, foi o 10º, e Tony Kanaan (Andretti Green), que teve seu tempo de classificação cancelado, foi o 11º - estes dois últimos tomaram volta.

Briscoe joga presente do destino pela janela

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Briscoe nos pits

Briscoe perdeu 15 voltas arrumando a suspensão após barbeiragem no pit

Em sua 5ª vitória no ano, Dixon fez o máximo de pontos possíveis na etapa japonesa, o que se traduz em vitória (50), ponto pela pole (1) e pelo maior número de voltas na liderança (2). O neozelandês manteve a ponta na largada, enquanto Moraes perdia o 2º posto para um esperto Franchitti. Briscoe largou em 4º e esta ordem do pelotão da frente permaneceu sem mudança até a 1ª rodada de pits, entre a volta 46 e a 51.

Dixon pegou um pitlane bastante congestionado, perdendo a liderança para Dario, que demorou uma volta a mais para entrar e teve a sorte de fazer sua parada sem retardatários no caminho. Moraes caiu algumas posições pelo problema de mangueira e Dan Wheldon (Panther), que largou em 10º e andava em 5º, pulou para 3º, pressionado por Briscoe.

Essa nova ordem – Franchitti, Dixon, Wheldon e Briscoe – permaneceu até a segunda rodada de pits. Nesse ponto da prova, Briscoe jogou fora um presente do destino, que o colocaria na liderança da prova e com enormes chances de se manter entre os três primeiros ao fim da corrida, mantendo a liderança rumo à Miami.

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Dario e Scott rindo à toa

Com um resultado tão bom para o campeonato, Dario e Scott riram à toa no podium

Wheldon foi o primeiro a fazer o pit (100ª volta), seguido por Dixon (101ª) e Franchitti (102). Briscoe fez ótima economia de combustível e entrou na volta 106. Não bastasse estar com quatro voltas a mais de carro rápido, Briscoe entrou segundos antes de Mike Conway (D&H) bater sozinho no muro da curva 4, obrigando todos os outros pilotos a diminuírem a velocidade por conta da imediata bandeira amarela.

Briscoe então estava com a faca e o queijo na mão – mas jogou tudo pela janela. Ao sair de seu box, último do pitlane, exagerou na aceleração. Sua Penske dramaticamente guinou para a esquerda e atingiu o muro interno, primeiro com a roda dianteira esquerda, empenando a suspensão, e depois com a roda traseira esquerda. Na desastrada manobra, Ryan ainda atropelou o pequeno cone de limite do pitlane, que carrega a câmera do tira-teima da saída dos pits.

Dentro desta bandeira amarela, Briscoe voltou à pista carregando o pequeno cone debaixo da suspensão dianteira e logo retornou aos boxes da Penske, onde os mecânicos constataram o dano na suspensão. Como resultado, Briscoe perderia 15 voltas em reparos e de um quase certo podium, terminou em um melancólico 18º lugar.

Dixon voltou à liderança, seguido por Dario e Wheldon. O 4º e o 5º posto agora eram preenchidos pela dupla da Newman Haas, Rahal e Servia. Na volta 118, eles foram superados na relargada por Matos, mas em algumas voltas retomariam as posições.

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Conway no muro

Conway bateu sozinho na curva 4, 1 volta antes da barbeiragem de Briscoe

Com Briscoe fora da disputa pela vitória, a dupla da Ganassi ainda contou com a sorte mais uma vez. Eles entraram no pit momentos antes da segunda e última bandeira amarela (161), provocada pela forte pancada de Ryan Hunter-Reay (Foyt) também no muro da curva 4. Wheldon, que perseguia a dupla, havia parado pouco antes e não teve a mesma sorte de contexto, caindo para oitavo.

Rahal e Servia, que pouparam mais combustível que os pilotos da Ganassi, poderiam ter assumido a ponta caso parassem em bandeira verde. No entanto, tiveram que entrar em amarela e perderam a oportunidade de brigar pela liderança, já que os pilotos da Ganassi retomaram as posições da frente. A partir da relargada, na volta 172, a ordem dos ponteiros não mudou até a bandeirada, na volta 200: Dixon, Franchitti, Rahal, Servia e Moraes.

A corrida em Motegi, penúltima do calendário, resultou na mais apertada decisão de campeonato desde a fantástica final de 2003, que envolveu Gil de Ferran, Sam Hornish Jr. Kanaan, Castroneves e Dixon – que ganhou após corrida dramática no Texas. O neozelandês, favorito para ser tri, tem agora 570 pontos, contra 565 de Franchitti e 562 de Briscoe. Já que a diferença entre uma vitória e um 2º lugar é de 10 pontos, apenas a vitória interessa aos candidatos, separados por 8.

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Trio finalista

A apertada decisão em homestead será entre Dixon (570), Franchitti (565) e Briscoe (562)

Confira o resultado da prova em Motegi

1) Scott Dixon (Ganassi), 1h51min37s6411
2) Dario Franchitti (Ganassi), + 1.4475
3) Graham Rahal (Newman/Haas/Lanigan), + 3.2002
4) Oriol Servia (Newman/Haas/Lanigan), + 7.3720
5) Mario Moraes (KV), + 12.7643
6) Danica Patrick (Andretti Green), + 16.1392
7) Marco Andretti (Andretti Green), + 16.6513
8) Dan Wheldon (Panther), + 17.2646
9) Raphael Matos (Luczo Dragon), + 17.5790
10) Helio Castroneves (Penske), + 1 volta
11) Tony Kanaan (Andretti Green), + 1 volta
12) Justin Wilson (Coyne), + 1 volta
13) Ed Carpenter (Vision), + 2 voltas
14) Hideki Mutoh (Andretti Green), + 2 voltas
15) EJ Viso (HVM), + 2 voltas
16) Robert Doornbos (HVM), + 2 voltas
17) Kosuke Matsuura (Conquest), + 5 voltas
18) Ryan Briscoe (Penske), + 15 voltas
19) Stanton Barrett (3G), + 18 voltas
20) Roger Yasukawa (Dreyer & Reinbold), + 28 voltas

21) Ryan Hunter-Reay (Foyt), 157 voltas
22) Mike Conway (Dreyer & Reinbold), 103 voltas
23) Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold), 83 voltas

Volta mais rápida: Dixon, 0:27.6698 (volta 174)

Agora é a decisão! Oval de Homestead, Miami, em 10 de Outubro. Simplesmente Imperdível.