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Indy | Etapa de Richmond
Ganassi comemora dobradinha Dixon-Franchitti em Richmond
Domingo, 28 de Junho de 2009, 16:55
Getty Images
No podim, nada de Penske - só deu Ganassi. Rahal foi o terceiro, com alguma sorte
Lucas Giavoni
O curto oval de Richmond ofereceu na noite deste sábado (28) uma prova de extremos para as duas melhores equipes do ano. A Ganassi fez impecável dobradinha, com Scott Dixon em primeiro e Dario Franchitti em segundo – posição que se inverte no campeonato, liderado pelo escocês. E Penske teve o maior prejuízo do ano, com as batidas de Ryan Briscoe e Helio Castroneves. O melhor brasileiro foi Tony Kanaan, que largou em 17º e fechou em sexto.
“Foi uma noite maravilhosa para a equipe”, disse Dixon. “Não é comum vencer a Penske desta maneira. Foi um lucro enorme para nós e pode ter sido um marco para essa temporada”, complementou o vencedor, que iguala o recorde da IRL de 19 vitórias de Sam Hornish Jr., que cumpre temporada mediana na Nascar.
A Ganassi teve, de fato, um fim de semana ‘melhor que a encomenda’. Conquistou todos os pontos possíveis com os dois carros: Dario ficou com os 40 do segundo lugar e o ponto da pole-position, enquanto Dixon pegou pela terceira vez no ano os 50 pontos da vitória e os dois extras por liderar o maior número de voltas. De quebra, o time d Chip Ganassi viu os rivais da Penske terminarem no muro e coletarem apenas ‘pontos de participação’: 12 para Briscoe e 13 para Castroneves. E no caso da bandeira provocada pela batida de Helinho, esta foi providencial para que os carros da Ganassi pudessem fazer um pit stop que garantiu a dobradinha.
AP Photo
Scott e Dario só fizeram pits em bandeira amarela - bom desempenho e muita sorte
O terceiro lugar ficou com Graham Rahal, o primeiro podium do ano para o jovem norte-americano da Newman/Haas/Lanigan. Ele foi seguido de toda a frota de carros da Andretti Green – Hideki Mutoh, Danica Patrick, Tony Kanaan e Marco Andretti. Rafael Matos (Luczo Dragon) veio em seguida, em oitavo. Mario Moraes (KV), com péssimo set-up foi o 16º e último dos carros que permaneceram na pista.
Pit em verde, pit em amarela
Não foi, propriamente, uma corrida empolgante – aliás, longe disso. Pilotos até pediram desculpas ao público porque praticamente não houve ultrapassagens. E isso está diretamente ligado com o pacote aerodinâmico usado pela Indy neste ano, que não favorece as disputas na pista e fazem os carros sofrerem bastante quando encontram tráfego. Tudo fica restrito às disputas de boxes e das relargadas.
E nesse cenário, a corrida foi decidida em favor da Ganassi pelo simples conceito de que quem faz pit stop em bandeira amarela se dá bem, enquanto quem faz pit em verde se dá mal – ainda mais em um oval tão curto (1.2 quilômetro), onde é tão fácil tomar volta e um martírio para recuperá-la. Dada a imprevisibilidade das condições da pista, a Ganassi foi extremamente feliz em unir um ótimo desempenho com muita, muita sorte.
AP Photo
Tchau Lazier...
Assim que foi dada a largada, o pelotão de 20 carros já teve uma baixa. Jacques Lazier (3G), último do grid e certamente com o pior carro de todos nas mãos, rodou com os pneus frios e foi de encontro ao muro da curva 2. Uma corrida que tinha todos os ingredientes para ser ruim para o americano acabou em menos de um quilômetro.
A relargada ocorreu na sétima volta, com o pole Franchitti mantendo a liderança e seguido de perto por Dixon. A disputa pela ponta logo se transformaria em uma batalha pela superação dos retardatários, um trânsito muito mais intenso pelas características da curta pista. Na tentativa de alcançar os carros da Ganassi, Briscoe, que corria em terceiro, ‘deu pé’ antes do tempo na saída da curva 2 e o carro deu meia rodada, indo de traseira para o muro na volta 27. O australiano não apenas dava adeus à prova, mas também à liderança da tabela. “O carro me pegou de surpresa”, lamentou o piloto.
Essa bandeira amarela provocou a famosa maratona coletiva de pits. Mutoh e Danica tentaram uma cartada e não pararam. O japonês, que havia conquistado um excelente terceiro lugar na prova passada, no também curto oval de Iowa, se manteve na liderança por incríveis 73 voltas, mesmo economizando pneus e, principalmente, combustível. Ele fez seu pit na volta 104, em bandeira verde e com isso perdeu duas voltas. Isso fez com que Dario, que já havia se livrado de Danica, retomasse a ponta, só que com combustível e pneus para muito mais voltas na pista. Dixon novamente já era segundo.
AP Photo
Tchau Briscoe...
O acidente de Mike Conway (D&H) na volta 138, no muro da curva 4, foi crucial para que os ponteiros trocassem de posição. Dario já estava ‘seco’ por ter usado muito combustível para pegar Mutoh, e teve que entrar mesmo com pit fechado. Para não ser punido, fez apenas um splash and go, procedimento permitido pelo regulamento. Na volta seguinte, todos entraram para a nova maratona nos boxes, desta vez com Dixon saindo na frente na volta 140. Desse cenário, Kanaan acabou perdendo uma volta em relação aos líderes, pois já havia feito seu pit pouco antes do acidente. Isso o deixaria fora da disputa por melhores posições.
Dixon, dali em diante, seria líder absoluto da corrida – pouco mais de metade das voltas. Ele, Dario e Rahal fizeram o último pit stop – adivinhem - em amarela. Helinho, que andava em quinto e em bom ritmo em relação aos líderes, bateu na volta 248. Castroneves se atrapalhou com o carro mais lento de Tomas Scheckter (D&H) e teve que retirar o carro da linha ideal, pegando a temível ‘farofa’ de detritos de pneus da parte de fora da pista e acertou o muro com a lateral.
Além os pilotos do podium, apenas Mutoh e Danica – dos dois em tática de box idêntica - terminaram na mesma volta do vencedor.
Rumo ao meio
Getty Images
Retrato fiel do campeonato: Dario em 1º, Scott em 2º, Ryan em 3º e Helio em 4º
A temporada 2009 da Indy se encaminha para a sua metade – oito das 17 etapas já foram disputadas - e a luta pelo título começa a se restringir a quatro candidatos: as duplas da Ganassi, Dixon e Franchitti; e da Penske, Castroneves e Briscoe. Este quarteto venceu até agora todas as provas do ano.
Isso, claro, soa um alarme na Andretti Green, que completou em Richmond exatamente um ano sem vitórias, desde a última conquista de Tony Kanaan. Nas últimas duas corridas, o melhor piloto da equipe foi Hideki Mutoh, o que dá uma pista de que algumas coisas estão fora do lugar na equipe comandada por Michael Andretti. Na tabela, Danica está em quinto, Tony é o sétimo, Marco é o oitavo e Mutoh, o décimo.
AP Photo
Kanaan, Wheldon e Franchitti formam o 'Rat Pack' de pilotos da Indy Racing League
Confira o resultado da prova em Richmond
1) Scott Dixon (Ganassi), 300 voltas em 1h48min02s4703
2) Dario Franchitti (Ganassi), + 0.3109
3) Graham Rahal (NHL), + 2.4085
4) Hideki Mutoh (Andretti Green), + 13.5302
5) Danica Patrick (Andretti Green), + 14.1111
6) Tony Kanaan (Andretti Green), + 1 volta
7) Marco Andretti (Andretti Green), + 1 volta
8) Raphael Matos (Luczo Dragon), + 1 volta
9) Robert Doornbos (NHL), + 1 volta
10) Dan Wheldon (Panther), + 1 volta
11) Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold), + 1 volta
12) Ernesto Viso (HVM), + 1 volta
13) Ed Carpenter (Vision), + 1 volta
14) Justin Wilson (Coyne), + 2 voltas
15) Ryan Hunter-Reay (Foyt), + 2 voltas
16) Mario Moraes (KV), + 3 voltas
17) Helio Castroneves (Penske), + 55 voltas (acidente)
18) Mike Conway (Dreyer & Reinbold), + 165 voltas (acidente)
19) Ryan Briscoe (Penske), + 274 voltas (acidente)
20) Jaques Lazier (3G), + 300 voltas (acidente)
Melhor volta: Dixon, 0:16.6070 (volta 263)
A Indy muda dos ovais para os mistos. A próxima prova será na mais que tradicional pista de Watkins Glen, já na próxima semana, em 5 de Julho.
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