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Formula 1 | Grid GP da Bélgica
Em pista difícil, Vettel assegura em Spa mais uma pole para a Red Bull
Sábado, 27 de Agosto de 2011
Reuters Pictures
Aniversariante do dia, Webber parte em 3º, atrás do pole Vettel e de Hamilton
Redação ULTIMAVOLTA.com
As quatro semanas de férias, o clima instável e as inúmeras atualizações em todas as equipes não bastaram para interromper a sequência de poles da Red Bull em 2011. Por 0,5s Sebastian Vettel assegurou pela nona vez no ano a posição de honra no grid de largada do GP da Bélgica, à frente de Lewis Hamilton e Mark Webber. Felipe Massa (4º) voltou a superar Fernando Alonso, e ainda deixou os carros de Nico Rosberg e dos surpreendentes Jaime Alguersuari e Bruno Senna, em sua estreia pela Renault, entre eles. Sergio Pérez ficou com a 9ª posição, à frente da Renault de Vitaly Petrov. Rubens Barrichello, atrapalhado por Heikki Kovalainen, parte na 14ª posição, enquanto Michael Schumacher comemora 20 anos de F1 largando na última posição, por culpa de uma roda que se desprendeu de sua Mercedes no começo do treino.
Presente de grego?
No fim de semana em que atinge a inédita marca de 20 anos de carreira na Fórmula 1, Michael Schumacher certamente esperaria do destino um presente mais amigável do que uma roda solta numa curva de alta velocidade logo nos instantes iniciais do treino classificatório. Todavia, com a ameaça de chuva não totalmente descartada, e lembrando que uma das maiores vitórias de sua carreira foi obtida nesta mesma pista, 16 anos atrás ao partir da 16ª posição, talvez seja o caso de esperar pelo fim da corrida para ver se tudo não faz parte de um roteiro especial. Ainda assim, a última colocação de Schumacher não deixou de ser a surpresa negativa do dia, especialmente diante da importãncia da marca a ser comemorada.
E com Schumacher fora de antemão, muitos conjuntos do pelotão intermediário suspiraram aliviados. Afinal, em teoria a folgada margem em relação aos carros da Lotus os garantiria na Q2. Ocorre, no entanto, que ao fim da sessão a pista secava a olhos vistos, tornando-se mais rápida a cada nova passagem dos carros. Um cenário que transferia enorme importância ao posicionamento dos conjuntos em pista, favorecendo sempre os últimos a abrirem suas voltas.
Após duas pontuações consistentes com seus dois pilotos, a Force India tinha razões concretas para esperar um ótimo desempenho de seus conjuntos em Spa - tanto mais diante do excelente retrospecto do time na pista belga. No entanto, um erro coletivo acabou por degolar o carro de Paul di Resta logo na 1ª etapa, permitindo que Heikki Kovalainen levasse novamente a Lotus à Q2. Em resumo, o piloto escocês cometeu um erro em sua volta rápida, e então fez um giro mais lento, com o intuito de esfriar os pneus. Neste momento, a equipe o chamou aos pits, apenas para ver que os tempos haviam baixado, e já não havia mais prazo para uma nova tentativa. Se serve de consolo, na primeira vez em que caiu na Q1, ao menos Di Resta ficou com a melhor das posições de eliminação, a 18ª.
Entre um e outro "intruso", o ordenamento previsível. A 19ª posição coube à Lotus de Jarno Trulli, seguida pelas virgin de Timo Glock e Jérõme D'Ambrosio. Por fim, à frente da Mercedes de Schumacher, as duas Hispânias, lideradas por Tonio Liuzzi. Vale ressaltar que nenhum dos quatro últimos colocados conseguiu tempos abaixo dos 107%. Todavia, diante das condições climáticas, todos os conjuntos poderão alinhar no grid.
Mais surpresas na Q2
A classificação de Kovalainen para a Q2 acabou repercutindo de várias formas sobre a segunda parcial da classificação. Para além de ocupar a óbvia última colocação, o finlandês terminou por prejudicar o rendimento das duas Williams, limitando os desempenhos de Barrichello (14º) e Maldonado (16º). Entre ambos, a Force India de Adrian Sutil, igualmente limitada por uma rodada seguida de batida na Eau Rouge, quando detinha a 5ª colocação.
Indo além, o congestionamento formado pela presença de Kovalainen em volta rápida, terminou por propiciar nova rodada de toques entre Pastor Maldonado e Lewis Hamilton, a exemplo do que já havia ocorrido em Mônaco. Primeiro, o inglês realizou a ultrapassagem na segunda perna da bus Stop, com ligeiro toque de rodas. Depois, quando ambos já haviam completado suas voltas, o venezuelano ultrapassava a Mclaren quando Lewis deu forte guinada à direita. Acusações de parte a parte se seguiram, mas o fato é que ambos voltaram a se tocar, desta vez com maior violência e menos justificativas. É evidente que existe algo de muito pessoal nesta nascente rivalidade.
Horas após a qualificação, Pastor Maldonado foi punido com a perda de cinco posições no grid de largada. Hamilton, por sua vez, sofreu apenas uma advertência por sua parte no ocorrido.
À frente do prejudicado Barrichello, com dois segundos de vantagem, irá largar a McLaren de Jenson Button, configurada para pista seca. Tendo sido 1s mais rápido que todos os demais na Q1, Button foi vítima de um erro grotesco de posicionamento por parte de seu time. Num momento em que a pista voltava a secar rapidamente, Button foi orientado a resfriar os pneus numa volta lenta, e simplesmente perdeu o momento de abrir sua última volta antes que o cronõmetro zerasse.
Completando a lista de eliminados, a Sauber de Kamui Kobayashi (12º), e a Toro Rosso de Sébastien Buemi (11º). Esta última, após ter ocupado brevemente a primeira posição, numa de suas passagens. Um dado que dá a medida exata do quanto a pista mudou, em questão de poucos minutos.
A consagração de Senna
De baixo para cima, a décima posição de Vitaly Petrov, por si só, seria consagradora para a estreia de Bruno Senna na equipe Renault. Todavia, o sobrinho de Ayrton foi além, e sob pista molhada superou também a Sauber de Sergio Pérez, e a irreconhecível Ferrari de Fernando Alonso. Ao contrário do asturiano - que na Q3 pareceu não ter acertado nenhuma de suas voltas -, Bruno teve atuação perfeita. Sem jamais forçar além dos limites, o brasileiro explorou cuidadosamente os limites, melhorando volta após volta de maneira constante. Vale destacar ainda que seu carro apresentava problemas sérios em relação ao Kers, especialmente durante a Q1 e a Q2. No fim, talvez tivesse sido possível superar também a Toro Rosso de Jaime Alguersuari (6º), mas os riscos eram altos demais. Os 0,4s de vantagem por parte do basco fizeram dele, com justiça, o outro destaque positivo da sessão.
E então, entre os cinco líderes, nenhuma novidade. Nico Rosberg foi o 5º com a Mercedes, 0,3s mais lento que a Ferrari de Felipe Massa. Enquanto isso, entre os líderes, Lewis Hamilton mais uma vez conseguiu separar os carros da Red Bull, embora desta vez ele tenha se acomodado num intervalo muito maior do que de costume, equivalente a 1,1s, entre os tempos de Vettel e Webber.
Confira o grid do GP da Bélgica, 12ª etapa de 2011
1) Sebastian Vettel (Red Bull-Renault), 1:48.298
2) Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), 1:48.730
3) Mark Webber (Red Bull-Renault), 1:49.376
4) Felipe Massa (Ferrari), 1:50.256
5) Nico Rosberg (Mercedes), 1:50.552
6) Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari), 1:50.773
7) Bruno Senna (Renault), 1:51.121
8) Fernando Alonso (Ferrari), 1:51.251
9) Sergio Perez (Sauber-Ferrari), 1:51.374
10) Vitaly Petrov (Renault), 1:52.303
11) Sébastien Buemi (Toro Rosso-Ferrari), 2:04.692
12) Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari), 2:04.757
13) Jenson Button (McLaren-Mercedes), 2:05.150
14) Rubens Barrichello (Williams-Cosworth), 2:07.349
15) Adrian Sutil (Force India-Mercedes), 2:07.777
16) Pastor Maldonado (Williams-Cosworth), 2:08.106
17) Heikki Kovalainen (Lotus-Renault), 2:08.354
18) Paul di Resta (Force India-Mercedes), 2:07.758
19) Jarno Trulli (Lotus-Renault), 2:07.773
20) Timo Glock (Virgin-Cosworth), 2:09.566
21) Jerome d'Ambrosio (Virgin-Cosworth), 2:11.601
22) Tonio Liuzzi (Hispania-Cosworth), 2:11.616
23) Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth), 2:13.077
24) Michael Schumacher (Mercedes), sem tempo
Limite de 107%: 2:10.339 [não será aplicado]
A largada do GP da Bélgica neste domingo (28) segue o horário tradicional da Europa: 9h da manhã. Apesar dos treinos com água, a previsão do tempo para a corrida é pista seca, com céu apresentado alguma nebulosidade e ar frio, cerca de 13ºC. A possibilidade de chuva para o momento da corrida é de apenas 20%.
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